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Audiência pública sobre a implementação da Lei 10.639/03

Nesta quarta-feira (23), a partir das 14h30, será realizada a audiência pública sobre a implementação da Lei 10.639/03 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Trata-se da implementação das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações etnicorraciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.

A audiência é uma iniciativa do Fórum Estadual para a Diversidade Etnicorracial (FEDER/SP) e da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo fica na Avenida Pedro Alvares Cabral, 201, São Paulo.

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A cultura popular brasileira pelo olhar (apaixonado) de Jr. Nascimento

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Crianças do Jongo do Quilombo São José (Valença – RJ) dançando e  aquecendo-se no calor da fogueira, na Festa dos Pretos Velhos – 2009 . Foto: Jr. Nascimento



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Por Renata Celani


Há mais de 10 anos o fotógrafo profissional Jr. Nascimento registra festas, procissões e outros momentos de celebração da cultura popular tradicional
brasileira. Este trabalho, porém, é realizado sem fins de lucro e/ou patrocinador.  As imagens das tradições afrodescendentes têm destaque especial em suas escolhas.

Ele realiza estes registros por paixão, identificação pessoal e grande respeito pelas pessoas que integram e mantêm estas tradições. Também por perceber que as imagens podem divulgar manifestações que, embora sejam representativas de nossa identidade cultural, são pouco conhecidas. Elas também ajudam a questionar preconceitos.

Jr. Nascimento enviou para a Associação Cultural Cachuera! algumas de suas imagens e também nos concedeu uma entrevista, que segue abaixo:

Cachuera! – Quando começou seu interesse por fotografar tradições performáticas de cultura popular e por que?

Jr. Nascimento – Creio eu que em meados de 1998 comecei a registrar imagens da nossa riquíssima cultura popular, seja ela na religião, cotidiano, costumes dos povos nas festas de cada região, na arquitetura e nas comidas típicas.

Também vou anotando as receitas de vez em quando, por onde passo; quem sabe um dia sai um livro, pois no dia-a-dia de meu trabalho “comercial” meu foco principal é a fotografia de alimentos, produtos, arquitetura, shows e capa de CDs…

E meu interesse vem desde criança; filho de pais nordestinos, cresci no meio dessa cultura vendo e envolvido desde cedo com danças como pastoril, ciranda, maracatu, coco, frevo, carnaval, vaquejada, as procissões. Tudo isso sempre me fascinou.



Sua preferência é por tradições de origem afrodescendente. Por algum motivo específico?

Na verdade, no início não… mas depois que você vai tendo o conhecimento, vai vendo que nem tudo o que falam é verdade, você vai se encantando e fortalecendo o que um dia você começou sem muito saber onde iria dar…

E como estou em São Paulo fica difícil eu correr o Brasil com recursos próprios para outros estados brasileiros, principalmente o Nordeste, que é riquíssimo em cultura e religião. Fui ficando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Vale do Paraíba, Espírito Santo, etc. E nestas regiões as culturas estão mais voltadas para o Jongo, Carnaval, Congada, Folia de Reis e afins, assim como há a presença de religiões afro, que me fascinam muito com sua magia, mistério, devoção, fé, sons, que me inspiram muito.



Dentre as tradições já retratadas por você, há alguma que te chame a atenção em especial? Por que?

Nesta minha fase atual é o Jongo, porque desde o primeiro contato que eu tive com uma roda de Jongo sempre faço o possível para ir às principais festas. Fiz grandes amigos no Jongo – pessoas simples, alegres, um alto astral enorme e a energia que contagia a todos… e também por ser ele (o Jongo) o avô do samba, outra paixão que se completa em mim – eles andam lado a lado. Mas sendo Cultura Popular, independente do tema, região, o que vale é o registro e a entrega.



Gostaríamos que você escolhesse três a cinco imagens, entre as enviadas para nós, e nos contasse um pouco sobre elas (Jr. Nascimento escreveu as legendas).
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Já estava voltando do Quilombo São José e tive de ser muito rápido nesta hora. Tive sorte em captar pela janela do ônibus esse momento, e também pelas linhas da imagem, pela simplicidade da moradia, pelo refúgio… me fez lembrar meus avós, no sertão pernambucano.

(2008, Festa dos Pretos Velhos que ocorre anualmente no Quilombo São José, em Valença – RJ. Este quilombo existe há cerca de 150 anos e é considerado o mais antigo do Estado do Rio de Janeiro. Seus moradores – 200 pessoas aproximadamente – mantêm a tradição do Jongo)



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Pelos pés calejados de uma senhora idosa, também do Quilombo São José, e que nesta hora estava com a enxada na mão… achei que era preciso mostrar a luta do povo do campo, a força deles.

(2008)



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Pela luz, numa Folia de Reis. A foto é o detalhe de um Bumba meu Boi, cuja cabeça é feita de ossos de boi e o restante do corpo é de tecidos coloridos, com armação grande e um brincante conduzindo-o por baixo.

(2008, Quilombo São José, onde anualmente também há festa de Folia de Reis)




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Pelo casal de crianças, com a missão de levantar a plateia e assegurar a nota máxima pela escola Casa do Mestiço, na Praia Grande. Este foi o primeiro desfile desta escola, que sagrou-se campeã – e 90% dela é formada por crianças e adolescentes.

(2009, Praia Grande – SP)




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Pelo mistério que se esconde embaixo das palhas, pela cura, pela saúde, mas também pelo preconceito, pelas injustiças, pela inveja e por tantos outros males que afetam os dias de hoje…

(2010, durante a Primeira Semana da Umbanda em São Paulo)




Cachuera! – Como é a sua relação com as comunidades retratadas, em termos de uso de imagem e retorno do material (ex: entrega de cópias das imagens) para elas?

Jr. Nascimento – Eu sempre tento ajudar no que posso; disponibilizo algumas imagens para eles baixarem ou, me pedindo, sempre forneço para guardarem de lembrança, porque sem eles eu não estaria mostrando meu trabalho também.

Não tenho muito contato com as pessoas da comunidade por talvez ser um pouco tímido em ficar me apresentando, mas vou fazendo amigos por onde ando e sempre, no que eu puder somar com meu trabalho, continuarei ajudando, assim como sendo ajudado.

Em relação a diretos autorais e etc., fotografo muito com longa exposição, desfocado, com efeitos, tipos de câmeras diferentes; filmes, negativos, cromos inversos, etc. e digitais também.



Com o barateamento e a facilidade de captação em vídeo e foto, hoje é frequente haver pessoas fotografando/gravando em vídeo festas populares. O que você acha deste aumento do interesse pelo registro – não necessariamente partindo de quem está inserido na festa, nem por fotógrafos profissionais, mas por espectadores?

Acho que a cultura popular está mudando muito. Está tendo muito mais espaço do que anos 80, 90, onde a internet não era acessível a todos, como hoje.

Em função das câmeras digitais, surgem “fotógrafos” aos montes a cada dia… por um lado isso ajuda muito as comunidades carentes divulgando-as, vendendo seus produtos, tendo um espaço maior na sociedade, restaurando seus direitos – como no caso de terras, pelos quilombolas.

Mas também isso às vezes atrapalha… eu, como fotógrafo, tento atrapalhar o mínimo possível um grupo se apresentando. Tento ser praticamente invisível quando estou no palco, ou em qualquer lugar onde eu esteja fazendo um registro. Houve uma vez, em um quilombo onde estava tendo uma apresentação, que eu só me aproximei para fotografar por cima o que os espectadores e “profissionais”, com suas câmeras, estavam fazendo com um grupo de mais ou menos 15 pessoas… eles (o grupo) ficaram comprimidos numa roda de um metro e meio porque em volta havia umas 20 câmeras… ou seja, quem é o artista? Os fotógrafos ou o grupo que se apresenta? Lembro que nessa hora fui tomar uma água para dar uma relaxada e ver que nem sempre toda essa tecnologia ajuda…

Também acontece de eles (os espectadores) desejarem fazer a foto mais próxima sem terem uma telezoom, por exemplo. Eles entram no meio e não se importam com o resto: querem a imagem e quem perde, afinal, somos todos nós…


Você nos procurou em função de um interesse seu em desenvolver projetos na área de cultura popular. Fale-nos que tipo de projeto, ou projetos, você gostaria de realizar.

Na verdade sempre quis fazer uma exposição onde entrassem fotos com ampliações impactantes, com acompanhamento de áudio, além de um pequeno texto de informação por foto e alguma poesia curta abaixo das fotos, talvez… para ficar guardado na mente de todos que por lá passassem.

Gostaria que esta exposição gerasse um livro e no dia da inauguração também estivessem os personagens do projeto se apresentando ao vivo para o público… ou seja, uma mega exposição de cultura popular (risos)… mas o custo disso é caro. Ou seja: assim como vocês fazem, não importa o tema, mas a finalização, o conceito, o carinho e a dedicação a esta linda obra que é a cultura popular.

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Pedimos permissão a Jr. Nascimento para escolhermos também algumas fotos que ele nos havia enviado, a fim de publicá-las; ele concordou e nos contou um pouco sobre elas:




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Carnaval de 2009 na Praia Grande (SP), cobrindo a primeira participação do G.R.C.E.S. Casa do Mestiço, uma escola em que hoje 90% dos integrantes são crianças (como bateria e foliões), e que também faz um trabalho comunitário local. A partir deste desfile foram três anos de vitórias e acesso ao grupo especial da Praia Grande.



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À tarde sempre tem roda de capoeira na Festa dos Pretos Velhos, no Quilombo São José (2008).

Acho essencial mostrar a todos a importância dos quilombos por esse Brasil – e a luta de seus moradores para terem suas terras de direito. Quero mostrar ao público em geral e ao governo que os quilombolas precisam de melhores condições de vida, e ao povo de um Brasil elitizado e preconceituoso a importância da cultura negra na dança, na religião, nos costumes, no artesanato, a necessidade de respeitar nossos ancestrais.



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Grupo Folia de Reis de Valença se concentrando para sua apresentação na Festa dos Pretos Velhos no Quilombo São José (2008).




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Ciranda de Tarituba, Parati – RJ, na Festa dos Pretos Velhos, no Quilombo São José (2008).




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Jovem encantada em algum momento das apresentações na Festa dos Pretos Velhos,  no Quilombo São José  (2008).




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Anfitriões da festa, Jongo do Quilombo São José em apresentação durante a Festa dos Pretos Velhos (2008).




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Ogãs em apresentação na procissão para Xangô, que acontece anualmente em São Paulo (2009).

III Fórum do Ensino Superior Sobre os Desafios para o Ensino de História e Cultura Africana e Indígena

Nas seguintes datas:
27/10 – 17h às 22h
28/10 – 8h às 21h
29/10 – 9h30 às 13h30

Haverá ônibus com saída da estação do Metrô Alto do Ipiranga até o Campus PUC Ipiranga.

Confira abaixo os horários previstos.

27/10 – Metrô Alto do Ipiranga

Saída: 18h,19h e 20h
Retorno: 23h
Saída do Campus PUC Ipiranga para o Metrô Alto do Ipiranga – Av.Gentil de Moura com Rua Visconde de Pirajá.

28/10 – Metrô Alto do Ipiranga
Saída: 8h, 9h e 10h
Retorno: 22h
Saída do Campus PUC Ipiranga para o Metrô Alto do Ipiranga – Av.Gentil de Moura com Rua Visconde de Pirajá.

29/10 – Metrô Alto de Ipiranga
Saída: 8h, 9h e às 10h
Retorno:15h
Saída do Campus PUC Ipiranga para o Metrô Alto do Ipiranga – Av.Gentil de Moura com Rua Visconde de Pirajá.

Fonte: Aruanda Mundi – www.aruandamundi.ning.com

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Retrato: substantivo feminino

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O passado sai do esconderijo

Fonte: Jornal da Unicamp (via Boletim Famaliá) – http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2011/ju504_pag5.php

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O passado sai do esconderijo

Tese analisa manifestações de grupos que preservam memória afro-brasileira em Campinas

Grupos de Campinas escancaram o passado negro da cidade por meio da dança e da música. As performances afro-brasileiras de Urucungos, Puítas e Quijêngues, Jongo Dito Ribeiro, A Casa de Cultura Tainã e Maracatucá são vistas pela antropóloga Érica Giesbrecht como a chave do velho baú que escondia o passado negro de uma das cidades mais negras da região Sudeste no Brasil escravo. Antropóloga nascida em Campinas, ao ver pela primeira vez o grupo Urucungos, do qual faz parte desde 2004, não resistiu ao ritmo nem a sua riqueza documental e decidiu estudá-lo, entre outros grupos, em sua tese de doutorado na área de etnomusicologia. “Os grupos que pesquisei olham para esse passado e escancaram-no, por meio de performance, música, dança, figurinos, lugares, pessoas. Quando comecei a ensaiar, percebi que eles não faziam aquilo somente porque achavam bonito, mas tinham consciência do que estavam fazendo”, explica.

Para Érica, o corpo é o lado mais profundo das performances. Ela se ateve justamente na relação dos membros dos grupos com o corpo. A antropóloga explica que o corpo negro foi socialmente renegado, pelos traços, pela cor da pele. Mas, nos grupos, as pessoas construíram uma relação com o corpo que passa a valorizá-lo. “Quando dançam e batem aqueles tambores, a postura muda, o cabelo assanha e muda o posicionamento no mundo. A grande revolução para mim é o que muda de fato: a postura de entrar no teatro, de entrar no Cambuí [bairro nobre de Campinas], em qualquer lugar. Do jeito que está. Não é só ação afirmativa. É um corpo inteiro entrando e dizendo ‘sou negro sim. E daí?’ Não usam de subterfúgios burgueses para ser aceitos. E não aprendem isso em partidos políticos ou numa militância; aprendem dançando”, reforça.

Ela enfatiza que, enquanto dançam, o corpo trabalha, se movimenta e eles aprendem lições ancestrais, pois entendem que aquele corpo descende de pessoas que fizeram travessia forçada no Atlântico, com uma cultura específica e batalharam por sua liberdade. “Isso tudo está nas letras da música e no jeito de tocar tambor”, acrescenta Érica. A partir disso, eles querem entender suas próprias histórias.

Os grupos conseguem tirar o passado do esconderijo ao mostrar à sociedade que aquela música ou aquela dança existe, na opinião da antropóloga. E se existe é porque vem de algum lugar e, a partir daí, crianças e adultos entendem que o passado é muito mais rico do que se ensina na escola. “Ali, existe muita ancestralidade poderosa”, enfatiza Érica.

De acordo com Érica, alguns líderes desses grupos participaram de movimentos negros nitidamente políticos no passado, como o Movimento Negro Unificado (MNU). Na década de 1970, as pessoas que lidavam com as causas negras atentaram para o fato de que poderiam lutar contra o preconceito também por meio da cultura expressiva. Segundo Érica, houve um momento de ruptura entre movimentos políticos e culturais, embora os grupos culturais nunca tenham deixado de ser políticos e nunca tenha sido interrompido o diálogo entre ambas as partes. O que eles encontraram, na percepção de Érica, foi uma outra forma de fazer política. “Sinto isso na fala das pessoas. Essa mobilização dos grupos teve consequências para além da dança. Ela fez com que as pessoas se entendessem como expressivas”, reforça Érica.

Na origem, as culturas expressivas afro-brasileiras também eram estratégias de sobrevivência, lembra a pesquisadora. Capoeira, jongo, maracatu eram meios de integração e comunicação entre populações negras. Disfarçadas, essas atividades podiam servir como treino para o corpo para uma possível luta, para o culto ancestral ou para comunicar fugas. As músicas, muitas vezes, eram meio de ironizar os senhores de uma forma que eles jamais desconfiariam.

Hoje em dia, essas expressões têm ganhado força com a onda de valorização da diversidade cultural do novo milênio. Se logo após a abolição da escravatura a capoeira ou candomblé eram coisa de marginal, passaram a ser valorizadas como “patrimônio imaterial” na atualidade, segundo a antropóloga. “Isso nos daria uma falsa ideia de que deixaram de ser meios de luta.” Contudo, engana-se quem pensa que esses grupos têm a pretensão de ser avaliados apenas pelo viés da arte ou especificamente da música. Suas expressões são, para além de artísticas, formas sagazes de resistência, porque, por meio do treino do corpo, mudam o posicionamento de seus participantes diante do mundo.

“Se eu entrasse no mérito de discutir se é arte ou não, iria quebrar cabeça à toa. É uma expressão do ser humano. E essas pessoas decidiram que têm de lutar com isso”, esclarece. Ela pontua que alguns grupos nem mesmo se compreendem com artísticos: para os membros do Dito Ribeiro, por exemplo, o que fazem não é arte, fazem jongo e pronto, segundo Érica. A pesquisa também não tem a preocupação de avaliá-los como músicos, saber se leem partitura, de acordo com a pesquisadora. No Dito Ribeiro, eles não têm ensaios, mas sim encontros. Quando chegam ao local marcado, eles fazem a roda e imediatamente abrem espaço para o público entrar e aumentar o círculo.

No final da década de 1980, os brasileiros começam a dar maior visibilidade aos debates sobre cultura negra. Em Campinas, Raquel Trindade, pesquisadora da cultura afro-brasileira e diretora do Teatro Popular Solano Trindade (Embu das Artes-SP), chega com uma bagagem gigantesca de informações e encontra muitas pessoas com sede de aprender mais. É dessa fonte que o Urucungos bebe desde que foi fundado por Raquel, segundo Érica.

Em outro canto de Campinas, na Vila Castelo Branco, a Casa de Cultura Tainã começa a desenvolver um trabalho com os tambores de aço, o que, na opinião de Érica, marca a abertura do pan-africanismo em Campinas. “Desde a década de 1990 há muita gente bebendo dessa fonte”, acrescenta Érica. Esses movimentos chegam a Campinas e incutem nos praticantes um forte desejo de descobrir sua ancestralidade, saber de onde vieram pais e avós: “da Bahia ou da África?”. Eles querem, segundo Érica, saber como foi a vida desses negros em Campinas. Na década seguinte, há um grande interesse por informações que ajudem a tecer a memória da família de muitos membros dos grupos. “Eles pegam a memória das famílias Ribeiro, Balthazar, Estevam, entre outras, e se envolvem num movimento forte, principalmente a partir da primeira década de 2000, para entender e rememorar o passado negro em Campinas”, diz Érica.

Apesar de não estarem diretamente ligados à academia, muitos jovens desses grupos têm buscado hoje instrumentalização acadêmica. A própria Alessandra Ribeiro, líder do jongo Dito Ribeiro, é mestre em arquitetura e urbanismo. Segundo Érica, quando o pessoal do jongo ocupou a Fazenda Roseira, Alessandra quis entender melhor o processo de retomada. O avô, Benedito Ribeiro, trouxe o jongo para Campinas em 1930, mas a manifestação foi suspensa quando faleceu, e Alessandra decidiu fundar o grupo em 2003. “Ela é somente um exemplo, mas muitos membros se instrumentalizaram na academia. Muitos dos participantes da Casa Tainã foram capacitados e foram trabalhar em ministérios públicos”, acrescenta. A Casa foi pesquisada justamente pelas bases que ofereceu para a formação de outros grupos culturais negros.

Érica explica que a ideia do passado negro vem da ambiguidade do título. “Passado negro é algo a esconder, algo que não se quer mostrar. E, conhecendo Campinas, do Parque Oziel ao Cambuí, eu percebia que a cidade não queria mostrar esse passado, apesar de ter uma população negra de 14 mil pessoas na época da escravatura. Eu entendo essa relação de uma Campinas que não se vê negra”, explica. Ela enfatiza que Campinas foi um dos últimos impérios econômicos do interior de São Paulo, com a produção de café, mas isso não é reconhecido. De acordo com Robert Wayne Slenes, em 1880, era a maior população escrava do Brasil.

Hoje, todos os grupos realizam pesquisa com viventes mais velhos de sua comunidade. Quando isso acontece, descobrem que há um percurso para chegar à memória negra e para descobrir o que seu corpo faz nesse mundo. De acordo com Érica, o trabalho com os mais velhos consiste em entrevistas, conversas longas nas quais os mais jovens vão aprendendo histórias, hábitos, experiências, danças e músicas e documentando a memória de um passado negro, tirado do baú do descaso. “Tem uma hora que eles nos envolvem na dança. Até hoje me emociono quando estou lá”, comenta Érica.

Dissertação: “O passado negro: a incorporação da memória negra da cidade de Campinas através das performances de legados musicais”
Orientadora: Lenita Nogueira
Unidade: Instituto de Artes (IA)
Financiamento: Fapesp

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Arte Negra é apoiada por edital da Seppir

Propostas devem ser inseridas no Siconv até 05 de outubro, para seleção de iniciativas que poderão contar com suporte de até R$ 300 mil

As artes negras são o foco da chamada pública nº 03/2011 da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir-PR). O Edital selecionará projetos da sociedade civil, cujo objetivo seja a divulgação de aspectos da cultura negra através do teatro, dança, vídeo, cinema, entre outras linguagens artísticas.

As propostas deverão ser inseridas até 05 de outubro de 2011, no Sistema de Gestão de Convênio (Siconv), após credenciamento da entidade, pelo portal www.convenios.gov.br, junto ao Órgão 20126 – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Programa nº 2012620110058 – Chamada Pública.

O apoio aos selecionados será garantido por convênio ou termo de cooperação técnica a ser firmado com a Seppir-PR. O processo seletivo tem base na Chamada Pública 03/2011, divulgada no Diário Oficial da União de hoje (05/09).

A realização da chamada pública está embasada no Programa de Ações Afirmativas para a Igualdade Racial da Lei Orçamentária Anual (LOA-2011). A finalidade é fazer com que a produção sócio-cultural e artística, voltada para a afirmação da diversidade e a promoção da igualdade racial, chegue ao conhecimento do grande público brasileiro.
Entende-se por Artes Negras “um conjunto de atividades concebidas e executadas por coletivos artísticos compostos majoritariamente por pessoas negras, que tenham como fulcro estético elementos relacionados à cultura afro-brasileira e/ou às questões sócio-políticas ligadas à experiência da população negra dentro e fora do Brasil”.

Fonte: http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/09/arte-negra-e-apoiada-por-edital-da-seppir
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Notícias de São Luiz do Paraitinga

Fonte: UNESP e São Luiz do Paraitinga

6º boletim informativo de São Luiz do Paraitinga

Caros amigos,

Vem aí a 4ª Semana da Canção Brasileira, em São Luiz do Paraitinga!

Depois de esperarmos tanto tempo, ela finalmente voltou… vai ser de 12 a 16 de setembro. Música de qualidade, em uma combinação única de cultura, atrativos turísticos e saborosa cozinha regional. Reserve já o seu lugar!!

Conheça a Programação!

http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br/index.php/component/content/article/24-capa/165-4o-semana-da-cancao-brasileira

Você conhece o MHAR?

É o Museu de História e Arte Regional de São Luiz do Paraitinga, que foi inaugurado recentemente no Acevo Digital da UNESP.

Ele é resultado da parceria entre a UNESP e a Prefeitura Municipal e tem por objetivo preservar a memória histórica e cultural da cidade, armazenando e disponibilizando digitalmente documentos, fotografias, vídeos, produtos artísticos e informações sobre São Luiz do Paraitinga.

Para iniciar sua visita:

http://www.acervodigital.unesp.br/mhar-slp

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Blog do Dança: Movimento Contínuo

Dança Movimento Contínuo é um coletivo formado a partir do programa para Valorização de Iniciativas Culturais – Vai 2010 – composto por Dançarinos (as) de Breaking, Afro, samba, arte-educadores e capoeiristas que já integram grupos, posses, CIAs de Dança, unindo-se assim com o intuito de pesquisar danças de matriz negra propondo novas formas estéticas e políticas de criar arte.

Acesse:  http://www.dancamovimentocontinuo.blogspot.com/

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Composição de Marlos Nobre no Projeto Cachuera! de Música

Ouça a música Estrela do Mar, do compositor Marlos Nobre, interpretata por Toroh de Souza (voz) e Joaquim do Espírito Santo (piano).

Ela foi apresentada durante o Projeto Cachuera! de Música, da Associação Cultural Cachuera! – saiba mais.
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Fundo Social Elas – XIV Concurso recebe projetos de organizações e grupos de mulheres negras do Nordeste

Fonte: Fundo Social Elas – http://fundosocialelas.org/concursos2011-XIV.asp

Com o apoio da Fundação Kellog, O ELAS lança o 14º Concurso de Projetos. Podem participar organizações e grupos de mulheres negras do Nordeste do Brasil que desenvolvam ações contra todas as formas de racismo e a favor da promoção de direitos humanos e de cidadania.

O edital tem como objetivos fortalecer institucionalmente as organizações e os grupos, melhorar as condições socioeconômicas das mulheres e das meninas negras do Nordeste e garantir a implementação e o exercício de leis que beneficiam as mulheres e meninas negras, como o acesso à terra, ao crédito, à previdência, à serviços de infraestrutura etc.

Faça o download do Edital

Faça o download formulário de inscrição

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CICLOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL: discutindo o patrimônio imaterial

set | out | nov | 2011 – GRÁTIS

A Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, celebrada no ano de 2003 em Paris e aprovada em nosso ordenamento interno pelo Decreto-legislativo 22 de 2006, estabelece:

Entende-se por “patrimônio cultural imaterial” as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração a geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

A proteção deste patrimônio, na esfera federal, é dada pelo decreto nº 3551 de 4 de agosto de 2000, que institui o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem o patrimônio cultural brasileiro.

Os dois instrumentos normativos acima citados representam importante ponto de partida para as reflexões acerca do patrimônio imaterial.  Se observarmos a data do decreto 3551 e a compararmos ao conhecido decreto nº 25, de 1937, responsável pela proteção e organização do patrimônio histórico e artístico nacional de natureza material, podemos ver como o amparo legal aos bens tidos como patrimônio imaterial ainda é bastante recente. Não são recentes, todavia, as inúmeras pesquisas que serviram como lastro para a definição deste patrimônio, e apenas para lembrar uma delas, temos a histórica Missão de Pesquisas Folclóricas, empreendida por Mário de Andrade e sua equipe no primeiro quartel do século passado, exatamente contemporânea à criação do decreto nº 25.

Por sua vez, a leitura da definição do que é patrimônio imaterial, contida na Convenção de Paris, também nos abre inúmeras outras portas para sua reflexão e entendimento. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, presente na Convenção, aponta três importantes aspectos que definem este patrimônio: o primeiro deles é a ênfase que é dada mais aos processos do que aos produtos. A distinção material/imaterial traz consigo um limite não tão claro quanto fazem pensar as categorias de distinção, basta vermos que uma festa tem sua dimensão material nos adornos, nos cenários e nas fantasias, da mesma forma que um casarão tombado traz consigo um determinado saber-fazer, uma técnica específica adotada em sua construção. Na Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional nº 32, a antropóloga faz uma perspicaz comparação entre patrimônio material e imaterial: “A diferença entre ambos está na atitude que comandam, nas medidas que elicitam. Conservar o patrimônio material é, sobretudo, conservar objetos já produzidos. Mas o ‘imaterial’ não consiste em objetos, mas sim na virtualidade de objetos, sua concepção, seu plano, o saber sobre eles. Conservar virtualidades, ou seja, o imaterial, é conservar processos”. O segundo aspecto, decorrência natural do primeiro, está relacionado ao fato de que este patrimônio não se compõe de formas fixas, estando em constante recriação, sendo ao mesmo tempo, dinâmico e histórico. Por fim, as condições de reprodução deste patrimônio, para que seja viável sua transmissão, dependem do acesso ao território e aos recursos naturais aos quais determinada manifestação está intimamente ligada.

A questão do patrimônio imaterial é bastante complexa e recente. Como preservar?  Que medidas podem e devem ser adotadas? Confundem-se, não raramente, inclusive em órgãos que lidam com a preservação do patrimônio cultural, os instrumentos de tombamento e registro: “o acarajé foi tombado”, por exemplo, não é uma expressão difícil de ser encontrada. A simples confusão de nomes pode ser grave se o entendimento do que deva ser feito para a salvaguarda do patrimônio imaterial seja percebido como semelhante ao que se dispensa ao patrimônio material. Dessa forma, o Ciclo do Patrimônio Cultural: discutindo o patrimônio imaterial pretende iniciar os debates acerca destas formas de manifestações culturais – saberes, fazeres, festas etc -, abrindo caminhos para futuras propostas de reflexão e também para a busca de soluções de salvaguarda adequadas à nossa realidade. A proposta que se apresenta neste ciclo reflete a intenção de sua concepção, qual seja, a de tratar o patrimônio imaterial de forma conjunta com seus diversos agentes, o que implica trazer ao diálogo os que o estudam, os que enfrentam os desafios de sua preservação dentro dos órgãos competentes e, principalmente, aqueles responsáveis diretos por sua existência, ou seja, os que o praticam, ressalvando que nem sempre essas categorias estão apartadas uma das outras.

17 de setembro, 15h – Seção de Pesquisa e Documentação

Patrimônio Imaterial no Brasil: conceito, princípios e implicações, com Alberto Ikeda.

A partir do conceito de Patrimônio Imaterial e da vivência de algumas músicas e danças populares com os participantes, reconhecidas como referências culturais do Brasil, a palestra traz reflexões em torno dos princípios filosóficos que norteiam o conceito, propondo também discussão sobre as implicações políticas e sociais que cercam as iniciativas de fomento e registro das expressões culturais como bem patrimonial. Discute-se também a legislação e os documentos normativos que se voltam para o tema, nas diversas instâncias oficiais do Brasil, no âmbito Federal e dos Estados e Municípios.

Alberto T. Ikeda é etnomusicólogo, professor e pesquisador do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de S. Paulo. Estuda as culturas populares do Brasil desde a década de 1970 e é consultor do Ministério da Cultura (Plano de Salvaguarda do Jongo – Iphan/UFF/CNCP-RJ); da Secretaria de Estado da Cultura de S. Paulo (Câmara Setorial da Cultura Popular); e, da Secretaria de Cultura do Município de S. Paulo).

8 de outubro, 15h – Pinacoteca de São Bernardo do Campo

MESA DE DEBATES – Festas Juninas: tradição e inovação de uma das festas mais populares do Brasil

A mesa tem dupla proposta ao produzir um encontro entre pesquisador e praticante dos festejos juninos: a primeira, mostrar ao público a riqueza e diversidade, as tradições e também transformações pelas quais passam esta forma de festejar tão conhecida por todo o Brasil. O segundo objetivo é prestar uma homenagem a Seu Luiz Marotti, que faz 80 anos no mês de outubro, e é o grande responsável por dar continuidade à tradição das famosas festas juninas da Alameda Glória. Se o objetivo maior de qualquer preservação é fazer com que a memória esteja sempre presente por meio dos suportes selecionados – o que equivale a dizer “não deixar esquecer” – convidá-lo para compor esta mesa, ao mesmo tempo em que significa homenageá-lo, é brindar aos presentes com a celebração da memória que também lhes diz respeito.

Festa Junina na Alameda Glória: homenagem a Luiz Marotti

Há mais de 50 anos os mastros em homenagem aos santos Antonio, Pedro e João são hasteados no clube da Alameda Glória; comidas típicas e o famoso vinho quente são servidos, assim como também se apresenta a tradicional e premiada Quadrilha. Esta tradição Seu Luiz Marotti, o marcador oficial da quadrilha, batateiro nascido na Rua Marechal Deodoro, recebeu de seu pai, e vem mantendo, assim como preserva, com muita satisfação, outras manifestações, a exemplo da ala das bicicletas na Procissão dos Carroceiros, que marcam e fazem parte da história da própria cidade. No mês em que comemora 80 anos, Seu Marotti é homenageado ao mesmo tempo em que dá um presente aos ouvintes, contando as histórias que são suas, mas que são também nossas.

Quadrilhas juninas: o sucesso de uma dança palaciana no Brasil, com Luciana Chianca.

A quadrilha é um dos mais importantes momentos da festa junina urbana contemporânea. “Abrasileirada” a partir de uma dança da corte francesa, ela pertence ao patrimônio cultural do Brasil, sendo dançada de norte a sul por pessoas das mais variadas origens e classes sociais. Como ocorreu esse impressionante processo de transformação e apropriação da dança ao longo da nossa história? Contemporaneamente diversificada, a quadrilha tem dois grandes formatos na festa junina do Nordeste do Brasil: a versão “tradicional” e a versão “estilizada”. O que representam, e como ambas mobilizam tantos recursos humanos e financeiros num ciclo anual de atividades que extrapola o período junino?

Luciana Chianca é professora do Departamento de Ciências Sociais da UFPB e doutora em Antropologia pela Université Bordeaux Pesquisa a antropologia urbana nos seus aspectos voltados à identidade, territorialidades e rituais, enquanto processos simbólicos e políticos. É autora da dissertação “VIva São João: o santo e sua festa”, defendida em 1991 na UFPB, e da tese “Autres feux, autres lieux; quadrilhas de la Saint-Jean, et migration à Natal”, com a qual obteve o título de doutora, em 2004.

26 de novembro, 14h, na Seção de Pesquisa e Documentação

Patrimônio Imaterial – reflexões e desafios na instrução dos processos de registro, com Luis Gustavo Molinari Mundim.

A preocupação com o chamado Patrimônio Cultural Imaterial no Brasil, embora já estivesse esboçado há muitos anos, ainda nas primeiras propostas de preservação do Patrimônio Cultural elaboradas por Mario de Andrade e equipe, somente teve seus instrumentos legais formalizados no ano 2000. No caso de Minas Gerais, tais instrumentos foram criados em 2002 e, desse período em diante, a instrução dos processos de registro dos bens culturais imateriais e a implantação da salvaguarda têm imposto constantes desafios à administração pública. O objetivo da presente palestra é refletir sobre a dinâmica da instrução dos processos de registro e pensar na relação entre Estado e sociedade no reconhecimento e valorização dos bens culturais.

Luis Gustavo Molinari Mundim é graduado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – e tem mestrado em História Social da Cultura pela mesma instituição. É analista de Gestão, Proteção e Restauro do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA MG -, atualmente ocupando a Gerência de Patrimônio Imaterial.

Jongo Embu das Artes: relatos de experiência, com Mestre Sol

O jongo, também chamado batuque, caxambu ou tambu, entre outro nomes, é uma forma de expressão afro brasileira bastante marcada pela percussão dos tambores, podendo ser tocado e praticado de diferentes formas, dependendo da comunidade em que é realizado. No Brasil, a prática se consolida entre os escravos trabalhadores nas fazendas de café, principalmente na região sudeste, mais especificamente no Vale do Paraíba, servindo como importante forma de comunicação entre os escravos desta região.

Mestre Sol vem de uma tradicional família de jongueiros. Ao lado de sua mãe, Mestre Bina, criou em 2008 o grupo de Jongo de Embu das Artes, localizado nesta cidade, e desde então tem levado aos mais diversos lugares esta forma de expressão que é um patrimônio nacional registrado no Livro das Formas de Expressão do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2005.

16h, na Chácara Silvestre

Grupo de Jongo Embu das Artes

Licença, queremos pedir

viemos lá do quilombo,

pra dançar com o povo de aqui…

Canto das comunidades jongueiras

Apresentação do Grupo de Jongo Embu das Artes, fundado em 2008 pelas Mestres Sol e Bina. Durante a apresentação, será também mostrado os significados e sentidos desta prática dentro de sua comunidade.

No balancê da Alameda Glória

De 8 a 31 de outubro, na Pinacoteca de São Bernardo do Campo

Exposição de fotos que ilustram os mais de cinquenta anos das famosas e tradicionais festas juninas da Alameda Glória.

Nº de vagas para palestras e mesa de debates: 50, preenchidas por ordem de inscrição. Serão fornecidos certificados.

Público-alvo: Conselhos e instituições voltados para a preservação do patrimônio cultural, pesquisadores, estudantes e demais interessados na área.

Mais Informações e inscrições:

Seção de Patrimônio

Rua João Pessoa, 236 – Centro – Tel: 4337-8217

e-mail: ciclosdopatrimonio@gmail.com

Endereços:

Seção de Pesquisa e Documentação

Alameda Glória, 197 – Centro. Tel: 4125-5577 – São Bernardo do Campo

Chácara Silvestre

Rua Wallace Simonsen, 1800 – Bairro Nova Petrópolis – São Bernardo do Campo

Pinacoteca de São Bernardo do Campo

Rua Kara, 105 – Jardim do Mar. Fone: 4125 2466 – São Bernardo do Campo

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Super roda de samba: 23 anos da Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco

A Velha Guarda da nossa querida “CAMISA VERDE e BRANCO” convida para a festa de seu 23º aniversário.

Será um domingo especial com uma “Super Roda de Samba” com convidados e a nossa Velha Guarda Musical. Aguardamos por você,  família e amigos !

Neste dia histórico, teremos o Bom Sabor Eventos nos atendendo a preço econômico.

Data: 18/09/2011
Horário: Das 14:00 hs. às 20:00 hs
Local: Nossa quadra – Rua James Holland, nº 663 – Barra Funda
Preço único de ingresso: R$ 5,00
Informações: Nossa secretaria  3392-4982

Até lá !

Mario César Magalhães (Bolão)

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Mensagem sobre o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição

Mensagem de Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO, em relação ao Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravo e sua Abolição, 23 Agosto, 2011

O tráfico transatlântico de escravos figura entre as mais extremas violações dos direitos humanos de toda a história. A duração, a amplitude e a magnitude dessa empresa de desumanização levaram à sua condenação universal. O Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição é uma oportunidade para recordar essa tragédia e homenagear aqueles que lutaram pela abolição à luz do reconhecimento universal dos direitos humanos.

A comemoração reveste-se de importância especial este ano, uma vez que 2011 marca o 10º aniversário da Conferência Mundial contra Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e todas as formas de Intolerância, realizada em Durban, onde o tráfico de escravos foi reconhecido como crime contra a humanidade.

2011 também é o Ano Internacional dos Afrodescendentes, uma oportunidade para refletir sobre as consequências do tráfico de escravos, cuja prática infame contribuiu, em parte, para a formação da sociedade moderna, em todas as regiões do mundo, e cuja história pode ajudar a nutrir nosso pensamento sobre sociedades multiculturais e multi-étnicas  atuais.

O tráfico de escravos nasceu do racismo e da negação das culturas, e ensinamentos que podem ser extraídos daí devem ser o pilar da luta em prol da igualdade dos direitos e contra as novas formas de escravidão ou de comércio com seres humanos.

A história do tráfico de escravos fornece visão única sobre quase quatro séculos de vínculos e intercâmbios entre pessoas e culturas. Cada um de nós precisa ser habilitado para aprender sobre esse passado e recuperá-lo, como passo necessário para construir novo espaço comum. Gerenciar a diversidade cultural e lutar contra o preconceito e discriminação racial são problemáticas fundamentais no mundo em globalização. Uma década após a aprovação da Declaração Universal sobre Diversidade Cultural da UNESCO, nossa responsabilidade coletiva é maior do que nunca.

A UNESCO desempenha papel importante em estimular compreensão e reconhecimento dessa história. Desde o estabelecimento do projeto Rota do Escravo, em 1994, a UNESCO esforçou-se para quebrar o silêncio sobre o tráfico de escravos e a escravidão. A Organização auxilia os Estados com pesquisas suplementares e com o enriquecimento de sua história nacional e estimulando a troca de recordações.

Neste dia, a UNESCO lança um concurso internacional para a construção de um monumento comemorativo permanente das vítimas da escravidão e o tráfico transatlântico de escravos, que será erguido na sede da ONU em Nova Iorque. O monumento simbolizará o reconhecimento universal da tragédia que afetou não só os africanos e seus descendentes, mas também a humanidade como um todo.

Neste dia, conclamamos a todos os parceiros da UNESCO – autoridades nacionais, agências internacionais, a sociedade civil, artistas e historiadores – a levar essa mensagem adiante e se unir a nós no site oficial da competição: WWW.unslaverymemorial.org.

Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/message_on_the_international_day_for_the_remembrance_of_the_slave_trade_and_its_abolition/

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Confira a programação 2011 do Revelando São Paulo, que acontece de 9 a 18 de setembro em São Paulo

Fonte: http://revelandosp.wordpress.com/2011/08/31/confira-a-programacao-2011-do-revelando-sao-paulo/

Programação (sujeita a alterações)

Roteiro de Visitação da Mãe Divina Peregrina:

04 de setembro – Paróquia N. Sra. Aparecida – Vila Nhocuné, 05 de setembro- Paróquia N. Sra. Aparecida – Vila Albertina, 06 de setembro – Paróquia N. Sra. Aparecida – Parque Edu Chaves, 07e 08 de setembro – Paróquia N. Sra. dos Prazeres – Parada Inglesa, 09 de setembro – Paróquia N. Sra. da Candelária – Vila Maria, 10 de setembro – Paróquia de São Sebastião – Vila Guilherme

Programação Permanente

Artesanato Exposição e comercialização de produtos artesanais de tradição, bem como demonstração dos misteres dos artesãos em 120 estandes
Atividades Interétnicas Jogos e brincadeiras conduzidos pelas comunidades indígenas
Local – Parque Vila Guilherme Trote
Comensalidade Os humanos se encontram, compartilham ideias e sentimentos e celebram o encontro e a sintonia compartilhando a mesa, o comer e beber juntos
Culinária Preparo e consumo de iguarias da culinária paulista tradicional em 80 espaços
Homem do Realejo Presença dos homens do Realejo durante o festival
Mãe DivinaPeregrina Presença da Imagem Peregrina da Senhora Aparecida das Águas, proveniente do Santuário Nacional no Vale do Paraíba, motivando a visitação dos devotos e momentos de conexão com o sagrado
São Paulo Minha Escola Assessoria a escolas, professores e educadores com vistas à programação do Revelando São Paulo. Recepção de estudantes em visitação com acompanhamento de monitores no âmbito do evento
Espaço Quilombola Em parceria com o ITESP e ISA as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira terão um espaço para apresentar seu artesanato, culinária e manifestações culturais.
Fotografe SP As saídas fotográficas acontecerão nos dias 10,11,17 e 18 das 11h às 20h, e tem como objetivo o registro e pesquisa das mais diversas manifestações populares.
Tropas e tropeiros Movimentação de tropas e tropeiros, carros de bois e carreiros, e demonstração das lides com os animais
Trote Demonstrações das antigas corridas com Surks

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09 de Setembro – Sexta-feira
17h Mart Center-Palco

Apresentações

Dança do Caranguejo – Lagoinha

Dança do Sabão – Lagoinha

17h30 Fama Atibaia
18h Grupo Morena da Fronteira de Viola Caipira Infantil – Socorro

Orquestra de Viola Caipira Morena da Fronteira – Socorro

Estrela de Ouro – Caraguatatuba

Orquestra Cruzeirense de Viola Caipira – Cruzeiro

Orquestra de Violeiros Ouro da Serra

Orquestra de Viola Caipira Matutos da Mantiqueira – Joanópolis

Orquestra de Viola de Pedra Bela

10 de Setembro – Sábado
9h Parque Vila Guilherme-Trote/ Mart Center

Início da programação – abertura dos espaços

10h Mart Center-Palco

Corporação Musical União Charqueadense – Charqueada
Banda Municipal de Caçapava
Banda de Concerto do Projeto Escola Viva – Santa Cruz das Palmeiras
Orquestra Municipal Violeiros do Rio Jaguari – Bragança Paulista

12h XI Festival da Amizade
17h30 Paróquia de São Sebastião – Vila Guilherme

Saída do Cortejo da Mãe Divina Peregrina da Paróquia de São Sebastião rumo ao Casarão da Vila Guilherme na Praça Oscar da Silva

16h Parque Vila Guilherme-Trote

Corrida da Cavalhada de Guararema

18h Praça Oscar da Silva

Chegada do Cortejo conduzindo a Mãe Divina Peregrina

Vigília no Casarão

20h Mart Center-Palco

Apresentação de Encerramento

11 de Setembro – Domingo
8h Parque Vila Guilherme-Trote

Saída dos carros de bois, tropas e tropeiros rumo ao Parque da Juventude

8h30 Parque da Juventude

A Paz é o caminho: Início da Concentração com performances dos Grupos e Bandas Marciais

Tambores pela Paz - O pulsar do coração de nossa cidade – Momento artístico de motivação espiritual

Cerimônia Transreligiosa – Casa da Reconciliação; URI (Iniciativa das Religiões Unidas); Unilux; Conselho Parlamentar para uma Cultura de Paz

Bhaja Mantras Band – Suzano

Grupo Folclórico Infanto-Juvenil da Casa Ilha da Madeira – São Paulo

Arrastão do Beco – Música Percussiva Popular – São Paulo

Baque Sinhá – São Paulo

Baque do Vale – Taubaté

Baque Lua Cris – Bragança Paulista

I Escola de Congo São Benedito do Erê – Tremembé

10h30 XII Caminhada pela Vida Cortejo com o acompanhamento dos grupos. Saída do cortejo do Parque da Juventude em direção ao Mart Center
10h Mart Center-Palco

XI Festival da Amizade

12h Entrada da XII Caminhada pela Vida no Mart CenterChegada Solene da Mãe Divina Peregrina

Conexão Intercontinental pela Paz no mundo

13h Entronização da Mãe Divina Peregrina na Capela

Substituição da Bandeira da Paz

Levantamento dos mastros de São Benedito, Santo Antônio, São João e Divino

XI Festival da Amizade (continuação)
20h Apresentação de Encerramento
12 de Setembro – Segunda-feira
9h Parque Vila Guilherme-Trote/ Mart Center

Início da programação – abertura dos espaços

10h Mart Center-Palco

Bandas e Fanfarras

Corpo musical da Guarda Municipal de Barueri

Banda Projeto Santuário da Musica de Bom Jesus dos Perdões

Banda Municipal Alessandro Freitas Rodrigues – Cajati

Banda Municipal Aquilino Jarbas de Carvalho – Iguape

Fanfarra Crescer para o Futuro – Ilha Comprida

Banda Infanto Juvenil de Iporanga

Banda Musical Antônio Ferreira – Juquiá

Banda Municipal Maestro Manoel Rocha Filho – Redenção da Serra

Banda do Município de Registro

Criança na Banda – Tatuí

15h Reiada Sandália de Prata – IguapeFandango Sandália de Prata – Iguape
15h30 Orquestra de Câmara Perdoense – Bom Jesus dos Perdões

Orquestra Barbarense de Violas – Santa Bárbara D’Oeste

Orquestra de Viola Caipira de São Bernardo do Campo

17h Tarde SeresteiraAnísio do Bandolim e seus Convidados – Carapicuíba

Seresteiros com Ternura – Tatuí

18h XIII Encontro das Manifestações CosmopolitasEremim – Osasco

Cia Barú de Dança Afro – Cotia

Mareboi, Boizinho de Retalhos de Maresias – São Sebastião

Tambor de Crioula Filhas de Jarina – Diadema

13 de Setembro – Terça-feira
9h Parque Vila Guilherme-Trote/ Mart Center

Início da programação – abertura dos espaços

10h Mart Center-Palco

Bandas e Fanfarras

Banda Municipal de Embu das Artes

Banda Pastor Jaconias – Guarujá

Banda Musical Pérola do Atlântico – Guarujá

Banda Musical Maestro Áureo José de Lima – Jacupiranga

Banda Municipal de Concerto de Monteiro Lobato

Corporação Musical São Benedito – Paraibuna

Banda Lira Padre Anchieta – Ubatuba

Coral Meninos da Porteira – Itapetininga
15h30 Orquestra de Violeiros de Ribeirão BrancoOrquestra Sertaneja de Viola Caipira – Itapira
18h XIII Encontro das Manifestações Cosmopolitas

OCA da Dança – Carapicuíba

Núcleo Manjarra da Cia Mundu Rodá – São Bernardo do Campo

Grupo Beija-fulô – São Paulo

Zabamdá – São Paulo

14 de Setembro – Quarta-feira
9h Parque Vila Guilherme-Trote/ Mart Center

Início da programação – abertura dos espaços

10h Mart Center-Palco

XIII Encontro de Violeiros e Sanfoneiros

Homero Marques – Araçariguama

Duo Araçari – Araçariguama

Amantes da Natureza – Cajamar

Amaral Amauri – Cajamar

Antônio Isabel – Cajamar

Armado e Manuel – Cajamar

Canário e Curió – Cajamar

Os Canários das Florestas – Cajamar

Duo Cajamar – Cajamar

Duo Universal – Cajamar

Irmãs Maria – Cajamar

Irmãs Costa – Cajamar

Jambo e Chico Viola – Cajamar

José Leoni e Joselito – Cajamar

Lia – Cajamar – Cajamar

Maurício e Leandro – Cajamar

Messias – Cajamar

Nilson e Nado – Cajamar

Tião Moraes e Andradense – Cajamar

Vitor e Flaviano – Cajamar

Jean Carlos – Carapicuíba

Campo verde e Rio Azul – Embu

Duo Floresta – Embu

Zé Durães e Brigadeiro – Embu

Cristal e Diamante – Embu

João e Joel – Embu

Loujor Beranteiro – Embu

Violeiros de São Sebastião – Ibiúna

Festa na Varanda de Itapetininga

Luís Paulo e Júlio Cesar – Jacareí

Orgulho Caipira de Lagoinha

Chão Caipira – Paraibuna

As Piracicabanas – Piracicaba

Raízes do Ribeira – Registro

Duo Classe A – São Bernardo do Campo

Trio Explosão – São Bernardo do Campo

Raízes do Sertão – São Bernardo do Campo

Beatriz Ribeiro e Banda – São Paulo

Sérgio Guedes – São Paulo

Os Rouxinóis – São Paulo

Helenice Cunha e Comitiva – São Paulo

Zé Riqueza e Ricaço – São Paulo

João do Carro e Zé Viola – São Paulo

Gabriel e Toni Carvalho – São Paulo

Jackson Ricarte – São Paulo

Trio de Musica Raiz – Tatuí

20h Apresentação de Encerramento
15 de Setembro – Quinta-feira
9h Parque Vila Guilherme-Trote/ Mart Center

Início da programação – abertura dos espaços

11h30 Mart Center-Palco

XIII Encontro de Catira

Grupo de Catira de Guapiara

Pioneiros do Catira – Hortolândia

Catireiro do Ribeirão Bonito – Iepê

Grupo de Catira Itapetininga

Grupo de Catira Flor do Mato – Itapira

Catira Raízes de Lagoinha

Grupo de Catira União Lobatense – Monteiro Lobato

Tráz dus Montes – São José dos Campos

15h XIV Encontro de São Gonçalo

Reza de São Gonçalo – Atibaia, Bom Jesus dos Perdões e Piracaia

Grupo São Gonçalo – Cajamar

Dança de São Gonçalo – Itapetininga

São Gonçalo do Amarante – Jacareí

Grupo de São Gonçalo – Jarinu

São Gonçalo Raízes de Lagoinha

Luiz Paulo e Júlio Cesar – Jacareí
18h VI Encontro de Fandango

Fandango Benedito Leite – Angatuba

Fandango de Tamanco Cuitelo – Ribeirão Grande

Fandango de Tamanco Mantendo a Tradição – Ribeirão Grande

20h III Encontro de Cururu

Moacir Siqueira e a Caravana da Vitória – Piracicaba

Cururu de Sorocaba

Cururueiros de Tatuí

16 de Setembro – Sexta-feira
9h Parque Vila Guilherme-Trote/ Mart Center

Início da programação – abertura dos espaços

10h Mart Center-Palco

Dança do Barro – Apiaí

Dança da Peneira – Lagoinha

Dança do Arco – Lagoinha

Dança da Fita- Orlândia

11h Orquestra Reino Encantado – Guarani D’OesteGrupo de Catira Os Guaranis – Guarani D’Oeste
12h V Encontro de Quadrilhas

Grupo da 3ª Idade Feliz Idade – Angatuba

Quadrilha da Terceira Idade – Cruzeiro

Quadrilha Caipira Rastapé – Ilha Solteira

Quadripira – Piracicaba

Centro de Convivência da Melhor Idade – Redenção da Serra

Sociedade Cultura Recreativa Alameda da Gloria – São Bernardo do Campo

Grupo da Terceira Idade Eugênio de Melo – São José dos Campos

Quadrilha da 3º Idade – Tatuí

17h Parque Vila Guilherme-Trote

Saída dos carros de boi rumo a Praça Oscar da Silva

17h30 Praça Oscar da Silva

Concentração do Cortejo da XI Noite de São João com carros de bois, Estandarte e grupos participantes rumo ao Mart Center

Estandarte de São João Batista – Laranjal Paulista

São João do Laranjal – Laranjal Paulista

Arraiá da Vila do Santo Antônio do Juquiá

Quadrilha da Professora Lydia Cortes – Juquiá

18h30 Mart Center

XI Noite de São João

Entrada festiva do Cortejo e inicio das apresentações dos grupos

20h Quadrilha de Bonecões do GAMT – Caçapava
17 de Setembro – Sábado
9h Praça Oscar da Silva

XIX Festival de Bonecos de Rua e Cabeções

Bonecões de Anhumas

Bonecões de Caçapava

Cabeções de Caraguatatuba

Cabeções Carnavalescos – Catanduva

Bonecos Gigantes e Pereirões – Monteiro Lobato

Bonecões da APAE – São Paulo

Bonecões de Torrinha

Mart Center-Palco

Início da programação – abertura dos espaços

Terço Cantado – Tarumã

Grupo de Catira Aramburu – Paulo de Faria

10h XIII Reiada- Encontro de Folias de Reis

Companhia de Reis Estrela D’alva – Araçatuba

Bandeira da Companhia Folia de Reis – Arujá

Folia de Reis Estrela Guia – Biritiba Mirim

Companhia Três Reis do Oriente – Cajamar

Cia. de Folia de Reis de Santo Antônio do bairro do Tinga de Caraguatatuba

Estrela Guia da Vila Ana Rosa – Cruzeiro

Folia de Reis do Zé Reis – Diadema

Companhia de Reis Três Reis Magos – Diadema

Cia. de Santos Reis Marajoara – Embu das Artes

Companhia de Santos Reis Rosa dos Anjos – Hortolândia

Reiada Sandália de Prata – Iguape

Filhos do Oriente – Jacareí

Filhos de Belém – Jacareí

Cia de Reis Flor de Laranjeira – Nuporanga

Folia de Santo Reis de Orlândia

Folia de Reis do Alferes Bento – Paraibuna

Sagrada Família – Paulo de Faria

Companhia de Reis Estrela do Oriente – Poloni

Folia de Reis Paulista – Redenção da Serra

Folia de Reis do Baeta Neves – São Bernardo do Campo

Companhia dos Três Reis Estrela do Oriente – São José dos Campos

Folia de Reis do Pontal da Cruz – São Sebastião

Folia de Reis do Morro do Abrigo – São Sebastião

Folia de Reis Mirim do Litoral – São Sebastião

Folia de Reis Estrela do Mar – São Simão

Companhia de Santos Reis Irmãos Felício – Santa Cruz das Palmeiras

Companhia de Santos Reis Nascimento de Jesus – Santa Cruz das Palmeiras

Folia de Reis da Vila Formosa – Sorocaba

Santos Reis de Tarumã

Folia de Reis de Torrinha

Grupo do Divino do Júlio Mesquita Filho – Sorocaba

Bandeira do Divino de Votorantim

15h XIII Festa de Cosme e Damião
16h Parque Vila Guilherme-Trote

Corrida da Cavalhada São Pedro do Catuçaba – São Luiz do Paraitinga

17h Trança-fitas de ItaocaFandango de Chilena dos Irmãos Lara de Capela do Alto

Fandango de Tamancos de Itaoca

18h XI Noite dos Tambores

Jongo Embu das Artes

Associação Quilombolas do Tamandaré – Guaratinguetá

Grupo de Samba de Roda Honorato Missé – Pirapora do Bom Jesus

Jongo de Piquete

Samba do Cururuquara – Santana do Parnaíba

Jongo Mistura da Raça – São José dos Campos

18 de Setembro – Domingo
8h Parque Vila Guilherme-Trote

Saída dos carros de boi, tropas e tropeiros rumo ao Parque da Juventude

9h Parque da Juventude

XIII Encontro de Caminheiros

Caminheiros de São Benedito – Jarinu

Caminheiros de Santo Expedito – Mairiporã

Abrigo Dom Bosco para Carroceiros – São Paulo

Caminheiros de Santa Cruz – Tatuí

X Encontro de Irmandades Religiosas

Divino de Itanhaém

Irmandade do Divino Espirito Santo – Laranjal Paulista

Irmandade de N. Sra. Aparecida e São Benedito de Lauzane Paulista

Irmandade Afrodescendente N. Sra. da Paz – São Paulo

XV Encontro de Romeiros

XIV Congado Paulista - Congos, Moçambiques e Reinados de Congos de São Paulo

Congada Azul de Atibaia

Congada Branca de Atibaia

Congada Vermelha de Atibaia

Congada Rosa de Atibaia

Congada Verde de Atibaia

Grupo Folclórico Senhor Bom Jesus do Arujá

Moçambique São Benedito e Nossa Senhora do Rosário – Biritiba Mirim

Cia de Moçambique de Caraguatatuba

Grupo Brasil de Congada – Diadema

Unidos na Fé – Guararema

Moçambique Azul e Branco – Guaratinguetá

Moçambique Vermelho e Branco – Guaratinguetá

Congada de São Benedito – Lorena

Grupo folclórico e Religioso Moçambique de São Benedito de Lorena

Congada Santa Ifigênia – Mogi das Cruzes

Batalhão de N. Sra. Aparecida – Mogi das Cruzes

Congada do Divino Espirito Santo – Mogi das Cruzes

Grupo Capela Santa Cruz do Botujuru – Mogi das Cruzes

Congada e Marujada N. Sra. do  Rosário – Mogi das Cruzes

Moçambique Esperança – Monteiro Lobato

Congada Chapéu de Fita – Olímpia

Moçambique de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário de Paraibuna
Congada de Pedra Bela

Moçambique de São Benedito – Pindamonhangaba

Congada de São Benedito – Pindamonhangaba

Congada do Divino Espirito Santo de Piracicaba

União de São Benedito – Redenção da Serra

Grupo Folclórico Congada e Tambú de São Benedito Rioclarense

Batalhão de Moçambique Origens de Salesópolis

Terno de Congo de Sainha – Irmãos Paiva – Santo Antônio da Alegria

Cia. de Moçambique Família Feliciano – São Bernardo do Campo

Moçambique Vila Tesouro – São José dos Campos

Grupo Cambaia Cia de Moçambique de São Benedito – São Paulo

Congada de São Benedito do Bairro de São Francisco – São Sebastião

Congada de São Benedito e Divino Espírito Santo – Socorro

Congada de São Benedito Bairro Cristo Redentor – Taubaté

Moçambique do Parque São Cristóvão – Taubaté

Parque Vila Guilherme-Trote

Corrida da Cavalhada São Pedro do Catuçaba – São Luiz do Paraitinga

10h Mart Center-Palco

Banda Tia Emilia – Mairiporã

Banda Musical Municipal de Matão

Orquestra de Violas de Cabreúva

Orquestra Obirici de Viola Caipira – Monte Alegre do Sul

Orquestra Piraquara de Viola Caipira – São José dos Campos

12h Chegada das autoridades e encaminhamento para o palco no Mart CenterEntrada dos cortejos no Festival
12h30 Sorteio e coroação do Rei Congo e da Rainha Conga 2010/2011 de São Paulo
13h Início das apresentações de grupos
17h Despedida da Mãe Divina Peregrina
18h Derrubada dos mastros
Reisado Sergipano Bumba meu Boi do Guarujá

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Roberto Mendes e Fabiana Cozza no Espaço Cachuera!

O compositor, cantor e violonista baiano Roberto Mendes apresentou-se no Espaço Cachuera! dias 18 e 19 de agosto último.

Dia 18 ele teve como convidado o percussionista Daula; no dia 19, a cantora Fabiana Cozza.

Veja abaixo três belas músicas de Roberto Mendes, interpretadas por Fabiana nesta minitemporada.

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Guia para jornalistas sobre gênero, raça e etnia

A publicação é resultado de parceria entre a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.

Acesse o guia na íntegra:

http://generoracaetniaparajornalistas.files.wordpress.com/2011/07/guia_miolo.pdf

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Chamada para apresentação de projetos para o Dia Nacional da Consciência Negra

A Secretaria de Políticas de promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) lança edital para seleção de propostas de órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, que tenham projetos voltados para a realização de atividades alusivas ao Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro). As iniciativas devem ter como objetivo a preservação da memória e importância de Zumbi dos Palmares, como sím bolo da resistência negra contra a escravidão, representando a luta de combate ao preconceito e a discriminação racial no Brasil em comemoração ao ano internacional dos afrodescendentes. Serão apoiados 10 projetos com repasse de até R$ 50.000,00 para cada um, cujas atividades sejam desenvolvidas em municípios de até 50 mil habitantes; cinco, com repasse de até R$ 75.000,00 para cada um, para atividades desenvolvidas em municípios com mais de 50 mil e menos até 100 mil habitantes; e cinco projetos com repasse de até R$ 100.000,00 para cada um, para atividades desenvolvidas no âmbito estadual ou em municípios com mais de 100 mil habitantes. As propostas devem ser apresentadas até 4 de setembro. Saiba mais em http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/08/chamada-publica-da-seppir-seleciona-projetos-para-o-20-de-novembro.

A íntegra da chamada está disponível para download em PDF, no endereço http://www.seppir.gov.br/destaques/chamada-publica/CHAMADA%20PUBLICA%20No%2002.2011.pdf.

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Caramujos no Espaço Cachuera!

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Cine Palmarino homenageia Solano Trindade no mês de agosto

Em agosto o Cine Palmarino completa 2 anos de atividade, exibindo e debatendo as questões inerentes a nossa herança Afro-brasileira. No próximo dia 20 iremos homenagear a ilustre figura de Solano Trindade, importante personagem da nossa cultura. Solano era militante, artista plástico, teatrólogo, ator e folclorista, mas foi cantando em seus versos a realidade cotidiana que sagrou-se como Poeta do Povo. Exibiremos o documentário “Solano Trindade, 100 anos” ( Dirigido por Alessandro Guedes e Helder Vieira) e, em seguida, comemoraremos relembrando a obra do poeta do povo!

ONDE ACONTECE O CINE PALMARINO?
ACM-CDC Leide das Neves Jabaquara

dia 20 as 18;hs
Rua Nelson Fernandes, 257 – Jabaquara (próximo ao metrô)

Entrada franca

http://cinepalmarino.blogspot.com

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Griots Festa de Rua . 20/8, 20h

Salve, salve!

A Griots Festa de Rua chega a sua 2a edição.

A festa vem para aumentar as alternativas de lazer, encontro e alegria
e munir com axé e boas reflexões as pelejas do dia-a-dia da comunidade do Itaim Paulista e região.

No evento do mês de agosto o Coletivo Griots apresenta:

*ARCANJO RAShttp://www.myspace.com/arcanjoras
*COMUNIDADE FAVELA LUCÉLIAhttp://www.youtube.com/user/kamikazehiphop
*Dj B.A. (Di Mandê)

* RAGGA * RAP * DUB * SAMBA * SOUL * FUNK *

Dia 20/08
Das 20h às 22h
Rua Begnino Nogueira Franco, 733, Jd. das Oliveiras – Itaim Paulista – Z/L

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Oficina Brinquedos Cantados – a música que tem vários sentidos

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Mawaca na Amazônia – Turnê Cantos da Floresta, com Marlui Miranda e comunidades indígenas

http://www.wix.com/magdapucci/mawaca-cantos-da-floresta2

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Edital Tangolomango 2011

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Vagas para cordas – Orquestra Pinheiros

1° Festival de Cordel promovido pelo Centro de Tradições Nordestinas

Editais do Programa de Ação Cultural/SP

Edital ProAC nº 12/2011 – ARTES CÊNICAS P/ RESIDENTES EM MUNICÍPIOS 50 MIL HAB.
- Vigência: 03/08/2011 a 16/09/2011
Edital ProAC nº 24 – PROMOÇÃO E ESTÍMULO À PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
- Vigência: 29/07/2011 a 12/09/2011
Edital ProAC nº 25/2011 – PROMOÇÃO DO ACESSO À CULTURA E FORMAÇÃO DE PÚBLICO
- Vigência: 22/07/2011 a 08/09/2011
Edital ProAC nº 15/2011 – TELEFILME INÉDITO
- Vigência: 29/06/2011 a 19/08/2011
Edital ProAC nº 16/2011 – FINALIZAÇÃO DE LONGA-METRAGEM
- Vigência: 29/06/2011 a 22/08/2011
Edital ProAC nº 23/2011 – CIRCULAÇÃO DE ESPETÁCULOS MUSICAIS
- Vigência: 29/06/2011 a 17/08/2011
Edital ProAC nº 22/2011 – GRAVAÇÃO DE DISCO INÉDITO
- Vigência: 29/06/2011 a 15/08/2011

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Grupo Cachuera! em Milho Verde

O Grupo Cachuera! participou recentemente do 12° Encontro Cultural da cidade mineira de Milho Verde, ministrando uma oficina sobre Jongo e Batuque.

Marcela Varconte, integrante do Cachuera!, escreveu sobre esta bela experiência que marcou o grupo (acima, vídeo produzido por oficineiros do encontro).


Sobre o Encontro Cultural de Milho Verde (MG)

Marcela Varconte

O Encontro Cultural de Milho Verde ocorre todosos anos desde 2000, sempre no mês de julho, em uma semana de ampla confraternização. Diversas atividades educativas e artísticas são propostas à população local, às comunidades vizinhas e aos visitantes, de modo inteiramente gratuito. Um dos maiores objetivos do Encontro é proporcionar uma alteração no cotidiano da população milhoverdense, de modo a ampliar o repertório cultural e vivenciar a arte e outras culturas.

Este ano o Grupo Cachuera! foi presenteado com a oportunidade de compartilhar estas experiências com a comunidade do Encontro. Ministramos uma oficina intitulada “Mironga, Mucanda e Ingoma”, onde compartilhamos conhecimentos adquiridos nas comunidades do Jongo e do Batuque de Umbigada. Nosso objetivo foi valorizar a cultura da oralidade e a história oral (tão pouco valorizada na história oficial), além de trazer uma nova perspectiva de integração da cultura popular do Sudeste, pois o Jongo Paulista é primo-irmão do Candombe Mineiro.

Naquela toada mansa, os cinco dias de oficina foram mágicos. A comunidade toda participou de diversas formas, seja nas oficinas, na construção dos instrumentos de tronco escavado, nas rodas de jongo, e nos bailes do Batuque de Umbigada. Jovens de Milho Verde, artistas de Belo Horizonte, companheiros de São Paulo, senhores e senhoras de Milho, cantaram e encantaram nas oficinas. E assim vivemos um Encontro regado de música, histórias, brincadeiras e arte.

Agradeço em nome do grupo Cachuera a todos que estavam presente no Encontro Cultural pela verdadeira Ingoma do Sudeste que vivemos em Milho!

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Daniel Reverendo no Veredas

O cantor, compositor e multiinstrumentista Daniel Reverendo foi destaque numa recente edição do Programa Veredas, da Rádio Cultura Brasil, dedicado novo batuque paulista.

Daniel, que também integra o Grupo Cachuera!, tem um CD lançado pela Associação Cultural Cachuera!, reverendotamboresdosudeste.

O Veredas, que apresenta músicas e tradições brasileiras, é apresentado por Julio de Paula.

Ouça aqui Afro-sambas de hoje (ou o novo batuque paulista).

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Curso de produção audiovisual no Museu do Ipiranga

PRODUÇÃO EXECUTIVA PARA O AUDIOVISUAL

Coordenação: Profa. Giselle Gubernikoff

Período: Início: 10/05/2010 – Término: 28/06/2010
Segundas-feiras, das 14h30 às 16h30.

Local:  Museu Paulista
Parque da Independência, s/n
Ipiranga – São Paulo

Público Alvo: Interessados em Geral

Vagas: 40

Objetivos: Transmitir àqueles que queiram se dedicar à produção audiovisual o entendimento das diferentes etapas de criação e ampliar a discussão sobre as várias técnicas e tecnologias empregadas.

Inscrições: 12/04/2010 a 04/05/2010 (ou até o preenchimento das vagas)

As fichas de inscrição estarão disponíveis a partir do dia 12 de abril no site:

http://www.mp.usp.br/acontece/cursos.html e depois de preenchidas devem ser encaminhadas por fax (11) 2273-4390, ou por e-mail acadmp@usp.br, juntamente com o comprovante de depósito bancário.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 30,00.

Obs.: As inscrições só serão efetivadas após a apresentação do

comprovante de depósito.

Informações adicionais:
Telefone: (11) 2065-8075
Contato: Sônia Regina Barbosa

Fonte: Lista Rede Pontos de Cultura Diadema
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IV Encontro Internacional de Contadores de Histórias

Olá,

Mando esse e-mail para falar do IV Encontro Internacional de Contadores de Histórias – Boca do Céu, que acontecerá de 10 a 16 de maio de 2010, na Oficina Oswald de Andrade, na Rua Três Rios, no Brás.

Haverá oficinas para contadores de histórias, educadores, escritores e demais interessados na milenar arte de narrar histórias. Além de apresentações para crianças e adultos. Tem contadores de diferentes países como França, Burkina Faso e Canadá. Gente vinda de várias partes do Brasil. E, muito importante TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS basta se inscriver pelo site www.bocadoceu.com.br. As inscrições começam hoje.

Obrigada pela atenção,
Carime Nemer Damous

Fonte: Lista Culturas Populares
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Videoclipe do Café Tango – Morto Perpétuo

O Quinteto Café Tango apresenta-se no Espaço Cachuera! dia 17 de abril (sábado), às 21h. No repertório, composições próprias e de Astor Piazzolla.


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Oficinas de artes plásticas para crianças – Projeto Garatujas e Cambalhotas

Editais SID/MinC

Promover e proteger a diversidade cultural

SID/MinC abre inscrições para quatro editais que deverão ser publicados na sexta-feira, dia 16 de abril.

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural(SID/MinC) abrirá   inscrições para os Editais dos Prêmios Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez, Culturas Ciganas 2010, Prêmio Inclusão Cultural da Pessoa Idosa 2010 – Edição Inezita Barroso, e Prêmio Arte e Cultura Inclusivas 2010- Edição Albertina Brasil – “Nada sobre Nós Sem Nós”. Os Editais deverão ser publicados no Diário Oficial União de sexta-feira, dia 16 de abril.

Os quatro prêmios, que têm como objetivo dar continuidade às ações do Ministério da Cultura, por meio da SID, para a promoção e proteção da diversidade cultural do país, somam um total de R$ 3.230.000,00 em investimentos, beneficiando 235 iniciativas dos quatro segmentos. As inscrições, para os quatro concursos, poderão ser feitas pelos Correios, por áudio ou vídeo, e pela internet pelo sítio www.cultura.gov.br/diversidade.

Dos quatro concursos, voltados para segmentos diferenciados da cultura brasileira, os Prêmios Cultura Hip Hop 2010 e Arte e Cultura Inclusivas 2010 estão sendo lançados pela primeira vez pela SID. O Edital Cultura Hip Hop premiará 134 iniciativas do movimento Hip Hop, com o valor de R$ 13 mil cada, divididas em cinco categorias (Reconhecimento, Escola de Rua, Correria, Conhecimento – Quinto Elemento, e Conexões). Esta edição presta uma homenagem póstuma ao rapper, compositor e líder do movimento, Preto Ghóez. O Prêmio terá recursos de R$ 1,7 milhão e será realizado em parceria com a Secretaria da Cidadania Cultural (SCC/MinC), o Instituto Empreender e a Ação Educativa. Visite o sítio do Prêmio Cultura Hip Hop em www.premiohiphop.org.br .

O Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2010, que homenageia a professora e humanista Albertina Brasil, contemplará iniciativas culturais realizadas por pessoas com deficiência ou por grupos artísticos que tenham, em sua composição, pelo menos uma pessoa com deficiência. Serão premiadas também iniciativas de pessoas com ou sem deficiência que desenvolvam produtos, ações ou espaços culturais com acessibilidade. Serão 30 iniciativas, contempladas com o valor de R$ 12.500,00 para cada uma, distribuídas nas categorias de teatro, dança, música,  literatura, artes visuais e outras formas de expressão artística.

O Edital conta com a parceria da Fundação Nacional de Artes (Funarte), da Presidência da República (PR), por meio da Secretaria Especial dos Diretos Humanos (SEDH) e da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, e tem recursos da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

O Prêmio Culturas Ciganas 2010 está em sua segunda edição e premiará 30 iniciativas que envolvam trabalhos, individuais ou coletivos, que fortaleçam as expressões culturais ciganas e contribuam para a continuidade e manutenção das identidades dos diferentes clãs e povos presentes no Brasil. Cada iniciativa premiada receberá o valor de R$ 10 mil.

O Edital Culturas Ciganas 2010 será realizado em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP); com a Presidência da República, por meio da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria Especial de Promoção de Políticas para a Igualdade Racial (SEPPIR) e da Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH);  e com a Pastoral dos Nômades do Brasil.

O Prêmio Inclusão Cultural da Pessoa Idosa 2010 está em sua segunda edição e renderá homenagem a cantora e compositora Inezita Barroso. O concurso premiará iniciativas culturais apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural que beneficiem, diretamente, pessoas idosas. Serão premiadas também iniciativas de pessoas não idosas que desenvolvam ações e produtos culturais destinados a esse público alvo. Serão 40 iniciativas contempladas com o valor de R$ 20.000,00 para cada uma, nas categorias de Teatro, Dança, Música, Literatura, Artes Visuais e outras formas de expressão artística.

O Edital será realizado pela SID e pelo Instituto Empreender, com recursos da Petrobras por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

Mais informações e/ou esclarecimentos podem ser obtidas pelo endereço eletrônico: identidadecultural@cultura.gov.br ou pelo telefone (61) 2024-2379.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)
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Pedro Assad e Meretrio em vídeo

O pianista Pedro Assad e o Meretrio apresentam-se no Espaço Cachuera! dia 24/4 (sábado), às 21h. No repertório, composições de Pedro Assad.

Veja uma participação deles no Sesc Instrumental:

Eles lançaram juntos o CD Na Cozinha. No blog pedroassad.blogspot.com há um memorial da produção do CD, apresentando de ensaios a shows, incluindo vídeos da gravação, mixagem, músicas pra ouvir, pra baixar, etc.
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A Ingoma Paulista: Samba de Bumbo, Jongo e Batuque de Umbigada

Assista em vídeo: Grupo Anima em Donzela Guerreira

A entrevista sobre o novo show e CD do Grupo Anima, Donzela Guerreira, foi gravada no Espaço Cachuera!.

O CD Donzela Guerreira foi lançado recentemente pelo selo SESC. Ele é acompanhado de livreto ilustrado pelo artista Adão Pinheiro e diversos textos, como um ensaio inédito de Walnice Nogueira Galvão, professora livre-docente de literatura na USP e autora de A Donzela Guerreira – um estudo de gênero (Editora Senac).

O Anima é formado por Gisela Nogueira (viola de arame), Luiz Fiaminghi (rabecas brasileiras e vielle), Marília Vargas (soprano), Marlui Miranda (voz e instrumentos indígenas), Paulo Dias (percussão afro-brasileira), Silvia Ricardino (harpa medieval) e Valeria Bittar (flautas renascentista, barroca e indígena).
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Convite para a abertura de “Puras Misturas” e lançamento do Pavilhão das Culturas Brasileiras neste domingo, 11 de abril, das 11h às 15h

A festa de lançamento do Pavilhão de Culturas Brasileiras terá a apresentação de cinco grupos musicais – Toré dos índios Pankararu, Congada de São Benedito, Moçambique de São Benedito, Bumba meu Boi do Grupo Cupuaçu e Hip Hop da Praça São Bento – que sairão de diferentes pontos do Parque do Ibirapuera e seguirão em cortejo até o Pavilhão

A Prefeitura de São Paulo inaugura no dia 11 de abril, domingo, a partir das 11h, a exposição “Puras Misturas”, que anuncia a criação do Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera. A futura instituição ocupará o Pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira, um edifício de 11 mil metros quadrados projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, tombado pelos órgãos de patrimônio histórico municipal, estadual e federal.

Depois de sediar eventos como a Bienal de Artes de São Paulo (1953) e o Pavilhão dos Estados durante o IV Centenário de São Paulo (1954), o prédio deixou de ser utilizado como espaço cultural para abrigar, por quase quatro décadas, a Prodam (Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo) e agora retorna a sua vocação original.

A EXPOSIÇÃO DE LANÇAMENTO DA INSTITUIÇÃO

Em “Puras Misturas”, os visitantes conhecerão uma parte do acervo do futuro museu.  Serão exibidas peças de arte erudita, popular e indígena adquiridas recentemente pela Secretaria Municipal de Cultura ou vindas de outras coleções públicas, com destaque para os acervos do antigo Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, que desde o ano passado pertence à Secretaria, e da Missão de Pesquisas Folclóricas empreendida por Mário de Andrade. A curadoria geral é de Adélia Borges e Cristiana Barreto é a curadora geral adjunta.

A exposição celebrará a riqueza e diversidade da cultura do Brasil, apresentando um diálogo entre variadas formas de criação artística produzidas em diferentes tempos e lugares. “Ao construir diálogos entre as culturas letradas e iletradas, ou cultas e populares, será possível evidenciar como ambas se alimentam mutuamente, num processo permanente de recriação e ressignificação, que acaba por tornar equívoca a própria oposição entre essas duas esferas”, afirma Adélia Borges.

A expressão “Puras Misturas”, cunhada pelo escritor João Guimarães Rosa em carta a um amigo, foi escolhida para esse projeto por sua afinidade com o conceito da exposição. “Tomamos emprestada essa expressão paradoxal e contraditória porque ela expressa com poesia a trama que a nosso ver constitui a força maior da cultura brasileira. E esse processo é dinâmico, está sempre se reinventando”, diz Adélia.

A mostra traz cerca de 1.600 peças numa área de 2.500m2 e fica em cartaz até dia 12 de setembro de 2010.. Um módulo histórico chamado Da Missão à missão apresenta uma linha do tempo, construída em um painel de 180 metros de comprimento, com um histórico das principais iniciativas de difusão da diversidade da cultura brasileira. O painel terá início com a Missão de Pesquisas Folclóricas realizada em 1938 por iniciativa de Mário de Andrade, passando por nomes como os integrandes do Movimento Folclórico Brasileiro, em especial Rossini Tavares de Lima, além de Aloisio Magalhães e Lina Bo Bardi, entre outros. No final desse módulo, apresenta-se de forma sintética o projeto do Pavilhão, cuja missão será “pesquisar, registrar, salvaguardar e difundir a diversidade cultural brasileira”.

Um módulo propositivo traz peças de artistas como Alcides Pereira dos Santos, Artur Pereira, J. Borges, José Antonio da Silva e Zé do Chalé; coleções de ex-votos, rendas, bonecas de pano e xilogravuras do acervo reunido pelo Museu de Folclore; ao lado de peças emprestadas por colecionadores de artistas como Alex Flemming, Di Cavalcanti, Emmanuel Nassar, Farnese, Fulvio Pennacchi, Luiz Hermano, Mauro Fuke, Rubem Grilo, Samico, Tarsila do Amaral, Vicente Rego Monteiro, Victor Brecheret. A arte indígena estará representada com diferentes povos, como os Mehinako do Mato Grosso, os Tukano do Amazonas e Kadiweu, do Mato Grosso do Sul, além de peças arqueológicas da cultura Marajoara.

O FUTURO PAVILHÃO DAS CULTURAS BRASILEIRAS

A revitalização do pavilhão Engenheiro Armando Arruda Pereira, necessária para abrigar o futuro Pavilhão das Culturas Brasileiras, teve pré-projeto conceitual iniciado em 2008, sob a coordenação de Adélia Borges, com a participação de Cristiana Barreto, Marcelo Manzatti e Maria Lúcia Montes, entre outros colaboradores e consultores. Neste mesmo ano, o escritório de Pedro Mendes da Rocha foi contratado pela Secretaria Municipal de Cultura para elaborar projeto executivo de restauro e adequação do prédio ao uso museológico.

Para restaurar o pavilhão, a Secretaria Municipal de Cultura buscará recursos do governo estadual e federal para custear as intervenções de restauro das fachadas e cobertura; as obras internas e implantação de sistema de ar-condicionado e ventilação.

O Pavilhão abriga todo o acervo do antigo Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, que ocupava o prédio da Oca até 2000, quando foi transferido para a Casa do Sertanista em função da Mostra do Redescobrimento. A coleção, que passou por catalogação e higienização, conta com cerca de 3.600 objetos (cerâmicas, roupas, gravuras, pinturas, esculturas, etc.), 2.200 fotografias, 400 registros sonoros e 9750 livros e documentos. Todo o acervo já se encontra no edifício no Ibirapuera.

A Secretaria Municipal de Cultura irá centralizar no Pavilhão das Culturas Brasileiras outros acervos municipais que hoje se encontram dispersos, como a coleção da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, peças de Vitalino que se encontram na Biblioteca Mário de Andrade e obras de arte indígena do Museu da Cidade. Muitas delas se encontram há vários anos inacessíveis à população.

O secretário Carlos Augusto Calil diz que “a iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura ao decidir criar o Pavilhão das Culturas Brasileiras foi o de dar visibilidade às preciosas coleções da Missão de Pesquisas Folclóricas e do Museu do Folclore, coligidas por Mário de Andrade e Rossini Tavares de Lima. E sobretudo o de atualizar o esforço notável desses intelectuais na fixação de uma arte espontânea que se confunde com o gesto criativo do artista brasileiro. Nesse percurso de mais de 70 anos, contribuíram decisivamente Lina Bo Bardi, cuja exposição ‘A mão do povo brasileiro’ marcou o imaginário de nossa geração, e Aloísio Magalhães, que via no design e na arquitetura o mesmo grau de invenção dos nossos mais autênticos artistas populares” Ele conclui: “A eles – e a seu legado – dedicamos a nova instituição.

Exposição “Puras Misturas”

Abertura dia 11 de abril, domingo, das 11h às 15h – Visitação: até 12 de setembro de 2010

Horários: terça a domingo, das 9 às 18h, entrada até às 17h

Grátis • Censura livre • Exposição acessível

Local: Pavilhão Eng. Armando Arruda Pereira – Parque do Ibirapuera, portão 10

Endereço: Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo, SP – Telefone: 5083 0199

Visita monitorada: atendimento a grupos escolares, organizações da sociedade civil, associações de moradores, etc, mediante agendamento pelo tel. (11) 5083 0199 ou e-mail agendamentopavilhao@gmail.com
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Cantoria e cordel abrem programação em homenagem a Câmara Cascudo na Belmonte

Convida

A Biblioteca Belmonte, temática em cultura popular, dá início, a partir de sábado, dia 10/04, a uma série de eventos em homenagem à vida e à obra de um dos maiores estudiosos da cultura popular no Brasil: Luis da Câmara Cascudo. Câmara Cascudo se notabilizou pela dedicação à pesquisa dos “fazeres” e “saberes” da nossa cultura popular, o que pode ser constatado na sua vasta bibliografia.

Cordel e Repente Encantados de Câmara Cascudo

A dupla Louro Branco & Valdir Teles desfiará em pelejas no repente, a obra de Cascudo. Moreira de Acopiara, o apresentador da Dupla, também declamará um cordel especialmente feito para o lançamento do projeto da biblioteca e o distribuirá aos presentes e aos participantes de todas as ações, ao longo de sua realização, aqui na biblioteca. Este cordel, “Luis Da Câmara Cascudo”, traz a cronologia da bibliografia de Cascudo muito bem elaborada e comentada em versos rimados. No próximo, sábado, dia 10/04, às 16hs.

Manoel Moreira Júnior, mais conhecido por Moreira de Acopiara, nasceu no dia 23 de julho de 1961, no município de Acopiara, interior do Estado do Ceará, onde viveu até os seus vinte anos, entre muito trabalho e muita leitura. Começou a fazer versos ainda criança, em Acopiara, influenciado pelos poetas cordelistas e pelo poeta Patativa do Assaré, que conheceu muito cedo e com quem chegou a trabalhar um pouco mais tarde. Deixou o sertão nordestino em 1981, estabelecendo-se em São Paulo. Gravou dois CD’s com poemas de sua autoria. Publicou mais de cem folhetos de cordel e oito livros. Em 2005 foi eleito para a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ABLC, com sede no Rio de Janeiro.
O poeta repentista Louro Branco nasceu em Feiticeiro, município de Jaguaribe, Ceará, e mora em Santa Cruz do Capibaribe, Pernambuco. Repentista renomado, gravou vários CD’s. Como poeta de bancada publicou dois livros. Como compositor teve várias músicas de sua autoria gravadas por vários nomes da música nordestina. Primeiro lugar em centenas de Festivais de Repentistas, tem viajado o Brasil inteiro cantando repente com os maiores nomes dessa arte e declamando seus poemas, na maioria das vezes bem humorados.

Valdir Teles é outro campeão do Repente e da Viola. Nasceu no berço da poesia, São José do Egito, Pernambuco, em julho de 1955, e reside em Tuparetama. Tem mais de dez CD’s gravados e é ganhador de inúmeros festivais de Cantadores Repentistas Brasil afora. Também compõe forró “pé de serra” e canta, tendo já gravado vários CD’s.


Encontro com Poetas Cordelistas

Encontro do público especialmente convidado com um Poeta Cordelista e suas construções literárias e que tem como pano de fundo: o Cordel (manifestação impressa em versos metrificados e rimados), a música, a exposição de folhetos, a xilogravura, a leitura de cordel e a poesia tradicional nordestina.

Nesta primeira edição, a Biblioteca Belmonte convida o Poeta Cordelista João Gomes de Sá para expor suas obras e bater um papo descontraído com os convidados e público em geral.
Imperdível! Agende sua escola imediatamente!

Dia 15/04/2010, quinta-feira, às 19h00.
Rua Paulo Eiró, 525 -
Santo Amaro – 04752-010
Tel: (11) 5687 0408
e (11) 5691 0433

Núcleo Cachuera! de Artes em vídeo: Memória do Mar . Pele e Pulso

Os vídeos, de Anahí Santos, exibem performances das dançarinas Luanda Jacoel e Vanusia Assis, integrantes do Núcleo Cachuera! de Artes.

As imagens foram captadas no Espaço Cachuera!  durante a apresentação do espetáculo “Criação em Dança no Universo Simbólico Brasileiro”, em 2006.

No YouTube o texto que os apresenta segue abaixo:

“Terra, ancestralidade, memória, pele, pulso.

Sob a luz de um olhar contemporâneo a dançarina trabalha o universo simbólico das danças, cantos, ritmos e histórias das artes populares afro-brasileiras praticadas na região sudeste na criação de um repertório próprio de movimentos.”

Memória do Mar


Pele e Pulso


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Bate-papo: Música e Diversidade

O SESC Vila Mariana apresenta em Março

MÚSICA E DIVERSIDADE

Apresentações artísticas e discussões que exploram a música como forma de manifestação de diferentes culturas. Nesta edição, a presença da tradição oral na música.

BATE-PAPO

A PRESENÇA DA TRADIÇÃO ORAL
O bate-papo aborda a tradição oral como força expressiva na construção ou manutenção de sonoridades musicais.O debate propõe discutir como o registromusical se constitui, se alicerçaeaindacomo é transmitido em comunidades em que esta tradição se evidencia.

Com

Alberto Tsuyoshi Ikeda
Professor doutor de Etnomusicologia e Cultura Popular do Instituto de Artes, da UNESP.

Paulo Dias
Integrante do grupo ANIMA e um dos fundadores da Associação Cultural Cachuera!, entidade que tem como objetivo a pesquisa, o registro e a divulgação da cultura popular brasileira.

Alexandre Pimentel
Sócio fundador da Associação Cultural Caburé (RJ), entidade sem fins lucrativos, formada em 2002, que visa a realização de projetos voltados para o fomento e a divulgação da cultura popular brasileira, é responsável pela gestão do projeto Museu Vivo do Fandango.

Mediação de Waldeny Caldas

Dia 30, terça-feira, às 20h

R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC, +60 anos, estudante e professor da rede pública). R$ 3,00 (trabalhador no comércio de bens de serviços matriculado no SESC).

Auditório
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 – Fone: 11 5080-3000
De terça a sexta, das 9h às 21h30;
sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30 email@vilamariana.sescsp.org.br
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Edital A Cor da Cultura

Está no ar o edital do projeto Cor da Cultura de seleção de instituições para a formação de educadores.

Saiba mais em www.acordacultura.org.br.
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Noite do Batuque de Umbigada em Piracicaba SP

SARAVÁ BATUQUEIROS E BATUQUEIRAS GRANDE NOITE DO BATUQUE DE UMBIGADA EM PIRACICABA SP, O EVENTO ACNTECERÁ NO DIA 08/05/10 Á PARTIR DAS 23:00HS COMEMORANDO MAIS UM ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE TREZE DE MAIO E CONTARÁ COM AS SEGUINTES PARTICIPAÇÕES:
-BATUQUE DE UMBIGADA DE PIRACICABA, TIETÊ, CAPIVARI E RIO CLARO
-CASA DE BATUQUE DE FOGO VERDE
-PROJETO CASA DE BATUQUEIRO
-ASSOCIAÇÃO CULTURAL ERÊS
GRANDE OPORTUNIDADE PARA REVERMOS VELHOS AMIGOS E ENCONTRARMOS OUTROS NOVOS
-CLUBE TREZE DE MAIO
-RUA TREZE DE MAIO 1118
-CENTRO PRÓXIMO A ESTAÇÃO RODOVIÁRIA
-PIRACICABA SP

OBS – QUEM VEM ?
DEIXE SEU TOQUE

Fonte: Lista Culturas Populares

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Mais Cultura premia literatura de cordel

O Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição Patativa de Assaré fará a seleção de 200 iniciativas culturais vinculadas à criação e produção, pesquisa, formação e difusão da Literatura de Cordel e linguagens afins, a exemplo da Xilogravura, do Repente, do Coco e da Embolada. O Edital contará com R$ 3 milhões em recursos, a serem distribuídos entre as iniciativas contempladas. As inscrições encerram-se no dia 26 de abril. Os interessados podem concorrer em quatro categorias: Criação e Produção – apoio à edição e reedição de folhetos de cordel, livros, CDs e DVDs; Pesquisa – dissertações de mestrado, teses de doutorado ou reedição de livros publicados até 10 de março de 2010; Formação – projetos que contribuam para a formação de profissionais que atuam em áreas que dialogam com a Literatura de Cordel e suas linguagens afins, como cursos e seminários; e Difusão – eventos e produtos culturais que contribuam para a valorização e propagação da cultura popular, como feiras, mostras, festivais e outras iniciativas.

Para saber mais informações, visite o sitio do Ministério da Cultura www.cultura.gov.br ou entre em contato com a Coordenação do Mais Cultura pelos telefones (61) 2024-2333 / 2335 / 2339|

Fonte: Lista Culturas Populares
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Mais do Memórias: convite em vídeo para a temporada no Espaço Cachuera!


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Memórias de um Caramujo – assista ao vídeo inédito

O grupo Memórias de um Caramujo está em temporada no Espaço Cachuera!, sempre aos sábados de março, às 21h. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia entrada para estudantes, professores, músicos e acima de 60 anos mediante comprovação).

Baixe o livro Além das Redes de Colaboração

Composto por diversos artigos, o livro estabelece relações entre internet, diversidade cultural e tecnologias do poder. Está disponível para downoload em:

http://rn.softwarelivre.org/alemdasredes/wp-content/uploads/2008/08/livroalemdasredes.pdf

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12º Ilú na Mesa – Pontos de Cultura: Caminhos e Desafios

Horário: 19 março 2010 de 19:30 a 22:00
Local: Ação Educativa
Organizado por: Baby Amorim

Ilú Obá De Min – Educação, Cultura e Arte Negra
Ponto de Cultura Ilú Ònà Caminhos do Tambor
Convida para o Ciclo de Palestras e Debates
12º ILÚ NA MESA

Convidadas:

Fernanda Vargas - Educadora Popular, Defensora de Direitos, graduada em Psicologia. Nascida e vivida na urbanidade de São Paulo, filha das misturas entre o sertão cearense e os altiplanos bolivianos. Coordena os projetos do Ponto de Cultura e de Mobilização Comunitária do CEDECA Interlagos – Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente localizado no extremo sul da cidade. Ponto de Cultura do Cedeca Interlagos

Valquíria Rosa – Graduada em Comunicação das Artes do Corpo pela  PUC-SP na área de Performance, atua no cenário artístico desde 1986, participando de produções musicais, teatrais, de dança, vídeo  e também como arte educadora. É presidente e sócia fundadora da Associação Baobá de Canto Coral  e diretora artística do Baobá Coral Infanto Juvenil. Ponto de Cultura Baobá de Canto Coral

Raquel Trindade - Pintora, dançarina, coreógrafa, grande conhecedora da história e cultura afro-brasileira, é considerada uma das maiores griots (guardiões do conhecimento) vivas no Brasil. Fundadora do TPST (Teatro Popular Solano Trindade) e da Nação Kambinda de Maracatu, sempre ministrou cursos e oficinas livres por todo o país. Ponto de Cultura Solano Trindade Raízes de Cultura

Baby Amorim – Bailarina, artista plástica, ritmista e produtora, iniciou a carreira artística em 75 e como produtora em 2006, atuando desde então nos projetos da associação Ilú Obá De Min – Educação, Cultura e Arte Negra. Em 2009, criou a rede Aruanda Mundi, um espaço para a divulgação de trabalhos acadêmicos, artísticos e saberes da cultura afro-brasileira e africana. Ponto de Cultura Ilú Ònà Caminhos do Tambor

Mediadora: Juliana Flory Motta – atriz, integrante do grupo Pombas Urbanas desde 1994, participa há 15 anos de todos os espetáculos e projetos do grupo, inclusive a criação do Instituto Pombas Urbanas. Formou-se em 1999, no curso técnico Ator do SENAC, coordenado por Lino Rojas. Fora dos palcos, atua na área de comunicação, elaboração e coordenação de projetos como o Pontão Pombas Urbanas de Teatro em Comunidade, Arte em Construção Semeando Asas na Comunidade e Projeto Canto das Letras, ganhador em 2007 do prêmio Itaú-Unicef Todos Pela Educação. Pontão de Cultura Pombas Urbanas de Teatro em Comunidade

Fonte: Baby Amorim – Aruanda Mundi
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III Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina

Cotas: uma questão de justiça social – entrevista com Fábio Konder Comparato

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=6213

Entre os dias 3 e 5 de março, 45 especialistas discutiram a legitimidade da reserva de vagas para negros em universidade públicas no plenário do Supremo Tribunal Federal. A audiência pública foi convocada pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator de um processo movido pelo partido Democratas (ex-PFL) contra a Universidade de Brasília (UnB), que reserva 20% das vagas disponíveis no seu vestibular a estudantes negros.

Para o jurista Fábio Konder Comparato, professor aposentado da Universidade de São Paulo e um dos defensores da proposta, a adoção de cotas raciais nas universidades públicas “não apenas é constitucional, como a ausência desse tipo de política representa uma inconstitucionalidade por omissão”. Confira, abaixo, a íntegra da entrevista concedida à CartaCapital.

CartaCapital: As cotas raciais são constitucionais?
Fábio Konder Comparato: Em primeiro lugar, é preciso saber que a reserva de vagas para negros nas universidades públicas não apenas é constitucional como a ausência desse tipo de política representa uma inconstitucionalidade por omissão. O artigo 3º, inciso III, da Constituição de 1988, é muito claro a esse respeito. “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Essa determinação constitucional não é um simples programa de intenções. É uma norma obrigatória. Enquanto os poderes públicos não cumprem esse objetivo nem tomam medidas para atingi-lo, eles estão descumprindo a Constituição. No caso específico da população negra, a desigualdade é brutal. Atualmente, pretos e pardos representam mais de 70% dos 10% mais pobres da nossa população. Eles são os pobres dos pobres. No mercado de trabalho, com a mesma
qualificação e escolaridade, os negros recebem em média a metade do salário pago aos brancos. Enquanto 58% da população branca está no Ensino Médio, há apenas 37% de negros neste mesmo nível educacional.

CC: Daí a necessidade de políticas de inclusão. Mas não necessariamente de reserva de vagas ou cotas raciais, afirmam os críticos da medida. O senhor concorda?
FKC: Essas distorções se reproduzem no Ensino Superior. Além disso, a Constituição tem outros dispositivos análogos à proposta de reserva de vagas para negros nas universidades. No artigo 7º, inciso XX, estabelece-se a necessidade de “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”. Da mesma forma como os opositores das cotas chamam esse tipo de política de racista, poderíamos dizer que a Constituição, nesse ponto, foi sexista. Mas não é esse o entendimento, trata-se de uma medida de proteção a uma minoria. E eu insisto num ponto: a ausência de medidas de inclusão como as cotas nas universidades é que representa um descumprimento da norma constitucional. E, devo acrescentar, se ficarmos apenas nessa política de cotas nas universidades, estaremos apenas cumprindo o mínimo daquilo que deveríamos fazer para levantar a população negra no Brasil.

CC: Por mais que se constate a vulnerabilidade da população negra no Brasil, muitos criticam a adoção de critérios raciais no ingresso à universidade. Boa parte deles defende a adoção de critérios estritamente sociais para as cotas, como a renda familiar. Há validade neste tipo de argumento?
FKC: Bom, esse é um retrato do Brasil. Nos EUA, o racismo é declarado, não é escondido. E os americanos tomam medidas para reduzir as desigualdades entre as diferentes etnias. No Brasil, o racismo é enrustido e dissimulado. E toda vez que procuramos lutar contra essa desigualdade escandalosa, os conservadores racistas se põem de pé e bradam contra a existência de “políticas racistas”. Exteriormente temos uma brilhante Constituição, equivalente a dos países mais avançados do mundo. Mas isso daqui é só para inglês ver. Internamente, cada um sabe o seu lugar. E nada de pular de galho, senão o cidadão se arrebenta no chão. Isso representa uma hipocrisia difícil de ser tolerada.

CC: Essa hipocrisia também se verifica no discurso meritocrático? Isto é, de que apenas pelo mérito os melhores alunos deveriam ingressar no Ensino Superior.
FKC: Mas os negros vão entrar na universidade de que jeito? Por decreto? Eles também não passam por um processo de seleção, pelo vestibular? Na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, quando foi criado um curso de pós-graduação em Direitos Humanos, nós criamos vagas preferenciais para estudantes negros e para deficientes físicos. No caso dos negros, o desempenho deles foi exatamente igual ao dos brancos. E eles não entraram de graça, tiveram de passar por um rigoroso processo de admissão.

CC: Para o senhor, todos esses argumentos são falaciosos?
FKC: Sim. Tanto que o partido que encampou essa ação de inconstitucionalidade das cotas é um retrato do Brasil. Eles, com o perdão da palavra, se auto-intitulam “Democratas”. É… no nome são. Mas aqui é assim, tudo é só no nome. Nada é pra valer.

CC: Mas porque este tipo de argumento sensibiliza até mesmo pessoas com histórico de militância no movimento negro, e que identificam nas cotas raciais um precedente perigoso?
FKC: Eu entendo isso. Depois de quase quatro séculos de escravidão, existe na mentalidade dos pretos e pardos um complexo de inferioridade muito grande. E muitos rejeitam medidas que consideram puramente assistenciais. Mas estes representam, evidentemente, uma minoria. A grande maioria da população negra é indiferente. Eles engoliram o racismo que sofreram por séculos e não protestam. E há uma minoria esclarecida que defende a dignidade da população negra e exige o cumprimento da Constituição. Assim como há também uma minoria que não quer mexer no assunto porque, segundo eles, isso seria um reconhecimento de que os negros são inferiores. De modo geral, eles se consideram iguais em tudo em relação aos brancos. Acontece que eles não são iguais economicamente ou
socialmente. Os negros estão em situação de grande penúria e os dados que passei não são invenção, tratam-se de dados oficiais. É preciso reconhecer essa injustiça flagrante para lutar contra ela.

CC: Há uma série de ações contestando as cotas raciais na Justiça. O senhor tem conhecimento se também existem ações contra o poder público por descumprimento da Constituição, no que diz respeito à redução das desigualdades étnicas?
FKC: Na Justiça do Trabalho, fiquei sabendo de algumas poucas ações contra bancos, por haver – dissimuladamente, como sempre no Brasil – uma política de não contratação de negros. E foi só recentemente que começaram a aparecer apresentadores negros na tevê brasileira. Os últimos dados do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) mostram que, em 2006, 55,2% da nossa população masculina se reconheceu como negra. E 49,7% das mulheres brasileiras também se reconheciam como negras. Levando em conta o percentual considerável daqueles que não reconhecem a sua origem africana, os negros constituem a maioria incontestável da população no Brasil. Deveríamos ficar de braços cruzados em relação à marginalização desse povo?

CC: O senhor acredita que a política de reserva de vagas para negros tende a sair das universidades e ser aplicada também no mercado de trabalho, para corrigir essas distorções?
FKC: Acho que sim. Não sei bem se os EUA podem servir de modelo, mas eles estão bem mais adiantados do que nós nesse quesito. Não só pelas políticas de inclusão nas universidades, mas também pelas ações afirmativas para garantir o emprego da população negra em instituições privadas e no serviço público. Também não podemos nos esquecer que a eleição de um presidente negro, nos EUA, é um fato extraordinário. E eles já tinham, desde o começo dos anos 60, um juiz negro na Suprema Corte. Só agora, com o governo Lula, o Brasil viu a nomeação de um juiz negro para o Supremo: o ministro Joaquim Barbosa. Nós sempre estamos atrasados em relação os EUA. Parece que só copiamos deles o que não presta, como as perversas técnicas capitalistas americanas, sobretudo no mercado financeiro.
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Concerto de lançamento do novo Cd do Grupo Anima – Donzela Guerreira

Mais informações:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6496
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