Monthly Archive for fevereiro, 2010

Evento debate políticas públicas para cultura afro-brasileira

Da Assessoria de Comunicação da FCP

Com a participação de 81 representantes dos estados brasileiros, Brasília vai sediar nos dias 24 e 25 deste mês a pré-Conferência Nacional de Cultura Afro-Brasileira. O evento é organizado pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura.

A pré-conferência promoverá o debate e a reflexão do setor e encaminhará propostas de políticas públicas para a cultura afro-brasileira, de forma a contribuir com a formulação de um plano nacional de cultura afro-brasileira, além de apresentar as propostas do setor para a 2ª Conferência Nacional de Cultura (CNC) que acontecerá entre os dias 11 e 14 de março, também na capital federal.
Como convidados para o debate estarão os cantores baianos Lazzo Matumbi e Mariene de Castro, o cineasta Jéferson D, de São Paulo, e o ator carioca Antônio Pompeo. Na programação cultural, o evento terá a participação de dois grupos do Distrito Federal, o popular Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e o grupo DF Zulu com apresentação de hip-hop e grafitagem.

Na pré-conferência também serão escolhidos os 15 delegados e 15 suplentes que representarão a cultura afro-brasileira na plenária geral da 2ª CNC. Estes delegados irão eleger a lista tríplice que vai representar o segmento no âmbito do Conselho Nacional de Política Cultural para o exercício de 2010-2011.

Artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores, militantes, pesquisadores e demais protagonistas da cultura afro-brasileira, fazem parte da lista de delegados setoriais selecionados por uma comissão composta por diretores da Palmares e representantes da comissão organizadora da 2ª CNC.

Serviço:
Pré-Conferência Nacional da Cultura Afro-Brasileira
Data: 24 e 25 de fevereiro de 2010
Horário: dia 24, das 15h às 19h; dia 25, das 9h às 20h
Local: Hotel Sun Peter, SHS, Quadra 2, Bloco D – Asa Sul, Brasília/DF

Mais informações no e-mail: dep@palmares.gov.br

Fonte: CMA Hip Hop informa

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Seminário Corpo & Cultura – a dança do mestre sala e porta bandeira

Mais informações: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_especial.asp

CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dEJFbkNJVUpmamVFeTZ0ZG92VlhXVVE6MA

Festa de Reis em Minas Gerais

Abaixo um link com fotos do portal horadobrasil.net sobre a  Festa de Reis em João Pinheiro, norte de Minas, ocorrida durante o carnaval. Trata-se da trigésima festa da Associação de Foliões de Reis da cidade. Recolhem-se donativos para orfanatos e asilos da cidade, e nesta festa são contabilizados e entregues aos destinatários. Como qualquer celebração em MG, há forte componente religioso, católico.
Abraços
Luiz Sombra

Fonte: Lista Culturas Populares

Projeto Cachuera!

O documentário, disponível no YouTube, foi realizado por Luciana Araújo e Guilherme Ávila.

As imagens foram captadas em 2006 no Espaço Cachuera!, durante a apresentação do grupo africano Kachamba Brothers e do espetáculo Criação em Dança no Universo Simbólico Brasileiro:

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Oficinas de danças brasileiras para crianças

Dia de Folia

25° Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga

13/02/2010 – 20:09

Após tragédia, São Luiz do Paraitinga comemora o carnaval

G1

Um mês e meio após a enchente que destruiu grande parte do centro histórico da cidade, São Luís do Paraitinga (SP) celebrou o carnaval neste sábado (13) com um desfile do Bloco do Juca Teles. Os foliões aproveitaram o calor para brincar em meio às construções históricas da cidade, que busca a recuperação da tragédia.

No início do mês passado, a prefeita Ana Lúcia Bilard Sicherle anunciou o cancelamento do tradicional carnaval da cidade, medida que deve causar um prejuízo de R$ 20 milhões nas contas do município, segundo os organizadores da festa. Para que o período de folia não passasse em branco, várias cidades vizinhas, como São José dos Campos e Taubaté, se ofereceram para ‘receber’ o festa, baseada em bandas que tocam marchinhas antigas.

E até a capital recepcionou os foliões da cidade devastada pelas águas do Rio Paraitinga. O Sesc Pompéia, na Zona Oeste de São Paulo, abrigou na quarta (10) e na quinta (11) o 25º Festival de Marchinhas de São Luís do Paraitinga. Tradicionalmente realizado na cidade do Vale do Paraíba, o evento foi transferido para a capital devido à decretação de estado de calamidade pública.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=36&id=83619
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Assista a trechos do 25° Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga:

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=eQG-AEiZeLY

Novas do Waldman

PREZADOS (AS) AMIGOS (AS):

É com muita satisfação que informo que o texto LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA foi aprovado para publicação na edição de fevereiro da Revista África e Africanidades, já se encontrando disponível no link:

http://www.mw.pro.br/mw/eco_licoes_da_mae_africa.pdf

LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA foi primeiramente distribuído como material de apoio em diversas palestras que desenvolvi ao longo do segundo semestre do ano passado, obtendo grande aceitação e repercussão.

A presente edição de LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA acata modelo editorial proposto pela Revista África e Africanidades, que é uma prestigiada publicação acadêmica do mundo negro brasileiro, daí agregar uma bigliografia mais apurada e a formatação acatando normas para publicações científicas.

A resenha de LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA foi disponibilizada no meu site juntamente com o link para o artigo em:

http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=eco_licoes_da_mae_africa&c=e

O texto também está disponível em espanhol, francês, italiano e em inglês. Estou informando o link da revista em língua inglesa abaixo. O meu artigo nesta página está sinalizado com a foto da queniana Wangari Maathai. Dêem uma olhada:

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=pt&tl=en&u=http%3A%2F%2Fwww.africaeafricanidades.com%2F

Aliás, quem ainda não conhece a Revista África e Africanidades, não perca tempo e acesse o material disponível na Internet em:

http://www.africaeafricanidades.com/

Recordo também que o meu site disponibiliza 326.783 caracteres em textos africanistas, com acesso nos links abaixo:

MATERIAIS ACADÊMICOS:
Africanidade, Espaço e Tradição
Revista África, Centro de Estudos Africanos da USP. 1997.
Texto considerado relevante pelo Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), o maior e mais influente organismo de pesquisa científica do governo francês. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africanidade_espaco_e_tradicao&c=a

Arquétipos, Fantasmas e Espelhos
Revista GEOUSP nº 23, 2008. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_arquetipos_fantasmas_e_espelhos&c=a

Imaginário, Espaço e Discriminação Racial
Revista GEOUSP nº 14, 2003. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_imaginario_espaco_e_discriminacao_racial&c=a

LIVROS:
Memória D’África – A Temática Africana em Sala de Aula (co-autoria)
Editora Cortez, 2007. Saiba mais:
Saiba Mais: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_memoria_d_africa&c=a

Meio Ambiente & Antropologia
Editora Senac, 2006. Saiba Mais: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_meio_ambiente_e_antropologia&c=a

CONFERÊNCIAS:
A Redescoberta da África
Curso de Difusão do Centro de Estudos Africanos da USP, 2009. Acesso:
http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_a_redescoberta_da_africa&c=a

MATERIAIS PARA CAPACITAÇÃO EM AFRO-EDUCAÇÃO :
Mundo Afro-Brasileiro
Boletim da Associação dos Geógrafos Brasileiros,
Seção Local São Paulo, 2003. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_mundo_afro-brasileiro&c=a

O Fabuloso Reino dos Mansas do Mali
Prof – Assessoria em Educação, 2002. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_fabuloso_reino_dos_mansas_do_mali&c=a

Guerras de Libertação na África
Editora Didática Suplegraf, 1998. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_tradicional&c=a

A África Tradicional
Projeto Sigma, Editora Didática Suplegraf, 1997. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_tradicional&c=a

A Temática Africana em Sala de Aula
Revista África Mazagine, Centro Cultural Africano de São Paulo. 2009.
Acesse: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_magazine&c=a

O Imaginário de África na Cartografia de Guilherme Blaeu
GeoCarto – Geografia e Cartografia, 2009. Acesso:
http://www.mw.pro.br/mw/geog_imaginario_de_africa_na_cartografia_de_guilherme_blaeu.pdg

ENTREVISTAS:
Rádio Voz da América
Transmissão mundial a partir de Washington, EUA, Outubro de 2007.
Arquivos de voz em MP3 em: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_radio_voz_da_america&c=a

Boletim do Sindicato dos Professores
SINPRO, 2004
Arquivo e Transcrição da entrevista em: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_sinpro&c=a

Finalizando, deixo um forte abraço a todos e todas. Até a próxima!

Prof. Dr. Maurício Waldman
Pós-Doutorando UNICAMP – Instituto de Geociências
Professor da disciplina Geografia da África – tópico especial – UNICAMP

E-mail Contato – Contact: mw@mw.pro.br
Site Pessoal – Official Website (PB): www.mw.pro.br
Curriculum Acadêmico CNPq: http://lattes.cnpq.br/3749636915642474
Atuação – About me (BrE): http://en.wikipedia.org/wiki/Mauricio_Waldman
Caixa Postal – Post Office Box: 45375 Cep: 04010-970, São Paulo, Brasil
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Fonte: Aruanda Mundi – www.aruandamundi.ning.com

5° Prêmio Educar para a Igualdade Racial

O CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) acaba de divulgar o período de inscrições para a 5º Edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial: de 2 de março a 7 de maio de 2010.

A premiação ocorre desde 2002; através dela desenvolveu-se, ao longo deste período, um bom mapeamento nacional de experiências pedagógicas referenciadas na Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação básica.

Nesta edição o prêmio volta a ter abrangência nacional. Ele é direcionado  a professores e à gestão escolar nas modalidades educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e anos finais) e ensino médio.

A iniciativa é apoiada pelo Grupo Santanter Brasil e pela  SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial).

Mais informações: www.ceert.org.br
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Editais Ministério da Cultura

Inscrições Abertas 

  1. Edital Longa Metragem de Ficção Para Roteiristas Profissionais .  Inscrições até 18 de março
  2. Edital Longa Metragem de Ficção para Roteiristas Estreantes .  Inscrições até 18 de março
  3. Edital Longa Metragem de Ficção ou Animação com Temática Infantil .  Inscrições até 18 de março
  4. Edital Longa Metragem de Ficção de Baixo Orçamento .  Inscrições até 18 de março
  5. Edital Curta Metragem de Ficção ou Documentário .  Inscrições até 18 de março
  6. Edital Espaços Mais Cultura 2010 .  Inscrições até 14 de março
  7. Edital Mais Museus 2010  . Inscrições de 8 de fevereiro a 10 de março
  8. I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras .  Inscrições até 5 de março
  9. Fundo Setorial do Audiovisual – Prodav 01/2009 . Inscrições até 10 de fevereiro
  10. Fundo Setorial do Audiovisual – Prodecine 01/2009 .  Inscrições até 10 de fevereiro
  11. Fundo Setorial do Audiovisual – Prodecine 02/2009 .  Inscrições até 10 de fevereiro
  12. Fundo Setorial do Audiovisual – Prodecine 03/2009 .  Inscrições até 10 de fevereiro
  13. Fundo Ibermedia 2010 – audiovisual .  Inscrições até 15 de fevereiro
  14. Cine Mais Cultura – Estado do Piauí . Inscrições até 19 de fevereiro
  15. Cine Mais Cultura – Estado de Alagoas .  Inscrições até 6 de março
  16. Cine Mais Cultura – Estado do Acre .  Inscrições até 10 de fevereiro
  17. Programa de restauro de filmes antigos .  Inscrições até 19 de fevereiro
  18. Edital de Modernização de Museus 2010 .  Inscrições prorrogadas até 12 de fevereiro
  19. Prêmio Darcy Ribeiro 2010 .  Inscrições até 12 de fevereiro
  20. Edital Mais Cultura de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais .  Inscrições prorrogadas até 10 de fevereiro
  21. Programa Cultura e Pensamento .  Inscrições prorrogadas até 28 de fevereiro 
 

Artistas ajudam São Luiz do Paraitinga

1. Evento

O festival de marchinhas de SLParaitinga vai ser no Sesc Pompeia, dias 11 e 12.

Junto com o festival, pretendemos fazer uma feirinha de livros, discos etc. (quando possível com a presença dos autores, autografando) no mesmo dia.A grana vai integralmente para São Luiz. A feirinha vai ser nos mesmos dias do festival e a ideia é que o material que sobrar seja deixado com o pessoal de São Luiz, para continuar vendendo.

Esperamos o apoio e participação de todos, e que entrem em contato com outros possíveis apoiadores.

Abraços.

Mouzar

2. Evento

Convite: Arte Constrói

Ola meus amigos, segue convite para o Arte Constrói, evento que arrecadará fundos para São Luiz do Paraitinga.

Aos paulistanos que quiserem contribuir para a reconstrução da cidade de São Luiz do Paraitinga sem sair de São Paulo, acontece nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, na Vila Madalena, no recém reformado casarão que abrigou a primeira versão do famoso StudioSP (Rua Inácio Pereira da Rocha, 170), o Arte Constrói – São Luiz do Paraitinga.

Arrasada no ano novo pelas chuvas, São Luiz do Paraitinga perdeu seu patrimônio cultural histórico e deixou milhares de desabrigados. Em vista de uma contribuição também cultural e artística em tom de apoio à tragédia, a produtora Mundo Pensante se uniu ao Coletivo Loungetude46 e criou oArte Constrói – São Luiz do Paraitinga, que tem início às 22h00 do dia 5 (sexta-feira) com um show do Coletivo Loungetude46 e contará com dois ambientes com atividades simultâneas, o mezanino e a pista.

É importante ressaltar que todos os artistas, produção e empresas apoiadoras estão abrindo mão de qualquer remuneração ou lucro para contribuir com o desastre em SLP. O custo da entrada do evento será de 10 reais por dia. Uma vez pago, o visitante será carimbado e poderá retornar, desde que no mesmo dia. Todo o dinheiro arrecadado será encaminhado para a prefeitura de São Luiz do Paraitinga.

A festa acaba no domingo, dia 7, com uma reunião da Banda de Marchinhas Históricas de São Luiz do Paraitingacom o bloco carnavalesco Unidos Venceremos e a galera do cordão Kolombolo Diá Piratininga no meio da rua em frente à casa. No domingo não será cobrada entrada.

Para mais informações, acesse http://www.arteconstroi.com.br/

Enviado por Lira da Vila – Lista Culturaspopulares
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Programa Eletrobrás de Cultura 2010

Acesse:

http://www.eletrobras.com/ELB/data/Pages/LUMIS948CE40APTBRIE.htm

Saída do Bloco Afro Ilú Obá De Min no carnaval 2010

Horário: 12 fevereiro 2010 de 19:00 a 23:00
Local: Viaduto Major Quedinho S/N – Bela Vista – São Paulo

Ilú Obá De Min Educação, Cultura e Arte Negra
Ponto de Cultura Ilú Onã – Caminhos do Tambor
Apresenta “O Bloco Afro Ilú Obá De Min canta o Atlântico Negro”.
Venha participar desta grande festa.
Participação especial da Congada de Santa Ifigênia.
Concentração – A partir das 19h – Saída do Cortejo às 21h
DJ Evelyn, MC Paula Pretta, Theo Werneck agitam a concentração.
Viaduto Major Quedinho S/N – Bela Vista – São Paulo

Ver mais detalhes e RSVP em Aruanda Mundi:

http://aruandamundi.ning.com/events/event/show?id=3093541%3AEvent%3A27987&xgi=4eqt3ULeU0BapK&xg_source=msg_invite_event

Enviado por Baby Amorim, de São Paulo – SP
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SIDMinC divulga lista de selecionados no Prêmio Culturas Populares 2009

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13), o Edital de Resultados nº 2, de 02 de fevereiro de 2010, com a lista dos selecionados no Concurso Público Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel. O Prêmio, que tem investimentos de cerca de R$ 2 milhões do MinC, contemplará, nesta edição, 195 representantes das culturas populares brasileiras, entres mestres e representantes de grupos/comunidades informais e formais. 

O Prêmio Culturas Populares 2009 homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Isabel Mendes da Cunha, e teve 2.833 iniciativas inscritas, 2.308 das quais foram habilitadas. As iniciativas vieram de todo o país, sendo assim distribuídas: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais. 

Os premiados foram escolhidos por uma Comissão de Seleção, composta por 32 membros e formada por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do Sistema MinC, que esteve reunida  entre os dias 1º e 5 de dezembro, em Brasília. A Comissão avaliou, individualmente, todas as propostas apresentadas pelos candidatos habilitados no concurso, utilizando critérios de pontuação e avaliação de quesitos de acordo com cada categoria. Cada proposta foi avaliada por, no mínimo, dois membros da Comissão.

Os 195 prêmios, de R$ 10 mil cada, foram distribuídos entre 60 mestres e 135 integrantes de grupos/comunidades formais e informais. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural concederá ainda um prêmio especial à Mestra Dona Isabel, homenageada nesta Edição do Prêmio Culturas Populares.  A lista dos premiados foi elaborada seguindo-se a ordem decrescente da nota final obtida pelo candidato em cada categoria. A nota final é resultante da soma da pontuação atribuída de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município no qual a atividade foi desenvolvida, e das notas obtidas na avaliação dos quesitos.

Entre os 1.113 mestres inscritos no Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel, Antônio Luiz de Matos, o Mestre Antônio, foi um dos premiados. Artesão da cidade mineira de Minas Novas, Mestre Antônio trabalha com a confecção artesanal de instrumentos musicais utilizados nas cerimônias de Congada e de Folia da região. Além de fabricar tambores, caixas, pandeiros, tamborins, reco-recos e xique-xiques, Mestre Antônio também realiza oficinas de artes e ofícios.

A Irmandade de Carimbó de São Benedito, do município de Santarém Novo, no Pará, foi um dos grupos premiados no concurso pelo trabalho cultural desenvolvido junto à comunidade local. O grupo participa todos os anos das Festividades de Carimbó de São Benedito, realizadas de 21 a 31 de dezembro, em Santarém Novo, e no mês de dezembro, do Fest Rimbó, do Encontro de Mestres de Carimbó e da Oficina de Saberes e Fazeres Carimbó.

Para conferir o edital com o resultado final, a lista dos habilitados e selecionados e o formulário de recursos clique aqui.

 (Heli Espíndola – Comunicação/SID)
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Nova Lei da Cultura

Proposta de substituição da Lei Rouanet chega ao Congresso Nacional

Assinado pelo presidente Lula, Projeto de Lei será apreciado pela Câmara dos Deputados na volta do recesso parlamentar

O Projeto de Lei que substitui a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) entra na pauta do Congresso Nacional no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro. Nessa quarta-feira, 27 de janeiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou à Câmara dos Deputados o texto que torna a lei da cultura mais abrangente e dinâmica.
Seus objetivos centrais são ampliar os recursos da área e, ao mesmo tempo, diversificar os mecanismos de financiamento de forma a desenvolver uma verdadeira Economia da Cultura no Brasil.

Em linhas gerais, as principais novidades são a renovação do Fundo Nacional de Cultura (FNC), reforçado e dividido em nove fundos setoriais; a diversificação dos mecanismos de financiamento; o estabelecimento de critérios objetivos e transparentes para a avaliação das iniciativas que buscam recursos; o aprofundamento da parceria entre Estado e sociedade civil para a melhor destinação dos recursos públicos; e o estímulo à cooperação federativa, com repasses a fundos estaduais e municipais. 

 
Financiamento
A nova lei transforma o Fundo Nacional de Cultura (FNC) no mecanismo central de financiamento ao setor, criando formas mais modernas de fomento a projetos. Garante-se, assim, que os recursos cheguem diretamente aos proponentes, sem intermediários e com maior participação da sociedade, por meio da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que dará origem a comissões setoriais.
Em 2010, como parte de um processo de transição, o Ministério da Cultura se prepara para a implementação da nova lei. O FNC, por exemplo, recebeu dotação orçamentária recorde, acima de R$ 800 milhões, e fará repasses a fundos estaduais e municipais, impulsionando a cooperação federativa.
Dentro do FNC serão criados oito fundos setoriais: das Artes Visuais; das Artes Cênicas; da Música; do Acesso e Diversidade; do Patrimônio e Memória; do Livro, Leitura, Literatura e Humanidades, criado por lei específica; de Ações Transversais e Equalização; e de Incentivo à Inovação do Audiovisual. Eles se somam ao já existente Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
 
Transparência
O Projeto de Lei cria um sistema público e transparente de critérios tanto para o acesso aos recursos do FNC quanto do incentivo fiscal. Estado e patrocinadores serão estimulados a aprimorar seus mecanismos de relação com os produtores e artistas com a divulgação de critérios claros para avaliar a dimensão simbólica, econômica e social para o uso do recurso público.

Com base nas diretrizes anuais da CNIC, cuja função é avaliar tecnicamente os pedidos de aprovação de incentivo fiscal, serão criadas comissões setoriais, com composição paritária, formadas por especialistas representantes dos diversos segmentos culturais e com ampla participação da sociedade civil, garantindo a preservação de um patrimônio recentemente conquistado pela sociedade brasileira: a liberdade de expressão. Esse processo também vai agilizar e aperfeiçoar o sistema de análise dos projetos.

  
Novas modalidades de acesso
Além do fortalecimento do Fundo, o Ministério da Cultura inseriu na proposta da nova lei formas de aprimorar o sistema de avaliação de projetos e diminuir a burocracia. Além do convênio, serão concedidas bolsas e prêmios. A prestação de contas será mais simples, com foco nos resultados do projeto e não apenas em seus aspectos contábeis.
No Projeto de Lei, pessoas físicas e jurídicas, com ou sem fins lucrativos, passam a ter direito de apresentar projetos. A natureza cultural deve estar agora na iniciativa, não no proponente. Ficará estabelecido o prazo de 30 dias para que o Ministério da Cultura conclua a avaliação do projeto cultural.
 
Investimento
Com o objetivo de atender toda a diversidade cultural brasileira, a proposta da nova lei diversifica, também, os mecanismos de investimento e apoio. Entre elas está o ‘endowment’. Trata-se de um incentivo para que fundações culturais – museus, orquestras e outros equipamentos – constituam um fundo permanente de aplicações de longo prazo, com o objetivo de obter sustentabilidade, estabilidade financeira e diminuir a dependência da renúncia fiscal em sua modalidade atual.
Outro mecanismo é o Fundo de Investimento em Cultura e Arte (Ficart), no qual os investidores se tornam sócios de um projeto cultural.O Ficart ganha agora o incentivo que o tornará atrativo e viável, o que a lei atual não permite.
 
Confira aqui material informativo sobre a proposta. Nele, estão os motivos da mudança, o diagnóstico do qual ela partiu (baseado em 18 anos de vigor da legislação e em dados sobre a exclusão cultural) e o processo de elaboração participativa.
 
 
 
(Comunicação Social/MinC)
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Informe Instituto Búzios – Fev/10

. Revolta da Chibata completa 100 anos em 2010

. Campanha Nacional Afirme-Se!

. FSMT Bahia debate o resgate ou descarte do Estatuto da igualdade

. Racismo institucional é central na desigualdade brasileira

Acesse  www.institutobuzios.org.br  

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Carnaval 2010

Informes sobre escolas de samba, carnaval de rua e blocos de todo o Brasil
www.carnaval2010.net

Carnaval de São Paulo
www.cidadedesaopaulo.com/carnaval

Últimas notícias sobre o carnaval 2010 nos portais G1, UOL e no Google
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Nem coroa, nem espinho

noel_rosa


Tema do desfile da escola de samba Unidos de Vila Isabel no carnaval carioca de 2010, Noel Rosa chega ao centenário de seu nascimento com o reconhecimento do público, que independe do aval acadêmico ou da crítica

 

Aldo Gama
da Redação
Brasil de Fato

Leia mais

Noel e a Época de Ouro

Música: Feitio de oração

Noel de Medeiros Rosa veio ao mundo no dia 11 de dezembro de 1910, no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro de Vila Isabel. Filho de Manuel Garcia de Medeiros Rosa e Martha de Medeiros Rosa, casal da classe média carioca, teve um parto difícil, onde o uso do fórceps pelos médicos provocou-lhe um afundamento da mandíbula e uma pequena paralisia na face, características físicas que o assombrariam vida afora.

Cursou o ensino médio no tradicional Colégio São Bento – onde os colegas, maldosamente, o chamavam de Queixinho – e entrou para a Faculdade de Medicina da UFRJ, em 1931, embora não tenha concluído o curso.

Casou-se em 1934 com Lindaura, com quem teve um filho que viveu poucos meses. Nos anos seguintes, travou uma batalha contante contra a tuberculose que, por fim, o venceu em 1937, quando tinha apenas 26 anos.

Entre uma coisa e outra, e deixando o “de Medeiros” de lado, Noel Rosa também foi um dos maiores e mais importantes compositores da música popular brasileira, sendo autor de clássicos como “Com que roupa?”, “Fita amarela”, “Palpite infeliz”, Três apito” etc. E no ano do centenário de seu nascimento, o escritor Luiz Ricardo Leitão, professor adjunto da UERJ e doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, lança “Noel Rosa – Poeta da Vila, cronista do Brasil”, estudo sobre o poeta-cronista que busca inserí-lo “na expressiva galeria dos poetas e prosadores que, por meio de sua obra, têm contribuído de forma decisiva para desvelar o singular processo de formação sócio-espacial do Brasil”, como avisa o texto de apresentação da obra.

A seguir, uma entrevista por correio eletrônico com o professor Luiz Ricardo, que além de reafirmar a qualidade artística do trabalho de Noel, também contextualiza histórica e sociologicamente a obra do poeta de Vila Isabel que, em 2010, será tema do desfile da escola de samba do bairro carioca.

Brasil de Fato – Como surgiu a ideia de escrever sobre Noel Rosa?

Luiz Carlos Leitão – Dois motivos centrais me inspiraram. Em primeiro lugar, eu já escrevera sobre um grande romancista-cronista de nossas letras: “Lima Barreto, o rebelde imprescindível” [lançado em 2006 pela editora Expressão Popular]. Lima foi o genial criador de Os Bruzundangas, um inventário irretocável das mazelas que afligem esta nossa pátria-mãe, eternamente distraída e “subtraída em tenebrosas transações”. A atualidade do cronista Noel é absolutamente contundente: ele cantou a crise de 1929 e as revoluções de araque dos anos 1930, desvelando-nos o “Brasil de Tanga” – e “sem capote” – em que a honestidade escasseava, ao passo que as maracutaias abundavam… Será que alguma coisa mudou neste século 21? O segundo fator é o meu coração azul e branco. Eu sou cria da Vila Isabel, colaborador direto da nossa escola de samba, e me seria impossível permanecer indiferente ao centenário do “Poeta da Vila”, tema, aliás, do belíssimo enredo do carnaval 2010. Quem assistir ao desfile, em fevereiro, saberá melhor do que estou dizendo. Por isso, não havia como fugir ao fascínio desse bamba.

Que fontes foram consultadas e quais as dificuldades encontradas durante a pesquisa?

Na parte biográfica, vali-me das grandes referências do gênero. De todas as obras consultadas, três são dignas de nota: “No tempo de Noel Rosa”, de Almirante; “Noel Rosa e sua época”, de Jacy Pacheco; e “Noel Rosa: uma biografia”, de Carlos Didier e João Máximo. Estes últimos, sem dúvida, são os mais exaustivos e criteriosos de todos os seus biógrafos, ao passo que os dois primeiros, contemporâneos do artista (Jacy era seu primo e Almirante, o parceiro e companheiro do Bando de Tangarás), pecam, sem dúvida, pela parcialidade ou idealização de alguns aspectos relativos à vida e à obra de Noel. Esse, aliás, foi o maior problema enfrentado: gostaria de dispor de uma impressão serena e fidedigna dos contemporâneos sobre as inclinações ideológicas do compositor, que para Jacy teria nítido pendor socialista (hipótese que o conservador Almirante rechaçou com veemência), mas não logrei tê-la, infelizmente. Na parte ensaística, mantive a linha de pesquisa que explorei no meu doutorado em Cuba, investigando as experiências periféricas (ou seja, latino-americanas) de modernidade, sempre preocupado com o jogo dos elementos urbanos e agrários no imaginário coletivo nacional. De certa forma, o livro é um exercício prático de minha tese, algo que eu já realizara em “O campo e a cidade na literatura brasileira”, título que elaborei para os centros de formação dos movimentos sociais brasileiros.

Leia a entrevista na íntegra em: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/cultura/nem-coroa-nem-espinho
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“É preciso descolonizar a globalização”

Em debate realizado sábado (30) em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, pesquisadores e ativistas do movimento social afirmaram a urgência de se descolonizar o pensamento e o conhecimento na África e América Latina. Para o africano Samba Buri MBoup, é preciso descolonizar a globalização, recuperando o patrimônio intelectual deixado pelos africanos e a contribuição do continente no desenvolvimento da história e da economia o mundo.

Bia Barbosa – Carta Maior

Um dos principais desafios para construção de um outro mundo possível, na busca pela igualdade entre os seres humanos, é fazer aquilo que está simbolizado na própria logomarca do Fórum Social Mundial: tratar os continentes de forma igualitária. E um dos primeiros e mais estratégicos passos neste sentido é o desafio da descolonização do pensamento e do conhecimento produzido e distribuído nas duas regiões mais pobres do planeta: a África e a América Latina. Este foi um dos temas debatidos neste sábado (30), em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, onde professores, pesquisadores e militantes do movimento social chegaram à conclusão de que a própria globalização também precisa ser descolonizada.

“Descolonizar o pensamento é enfrentar os desafios colocados pelo eurocentrismo e pelo etnocentrismo como modos de pensar dominantes. No quadro histórico marcado pelo colonialismo europeu, quando essa visão, centrada na Europa, é utilizada como grade de leitura e interpretação da realidade de todo o mundo, constrói-se uma visão distorcida dos padrões e da natureza dos povos”, explica o senegalês Sampa Buri Mboup, professor da Universidade da África do Sul.

Essência do pensamento colonial, o eurocentrismo foi, durante séculos, a base do projeto predatório e opressivo aplicado pelas elites e povos do continente Europeu, garantindo a manutenção de seus interesses. No Brasil, o colonialismo e o pensamento produzido no período estão diretamente relacionados à construção da sociedade brasileira. Era preciso construir um discurso que justificasse a escravidão e a opressão contra os povos indígenas e negros.

“Os dominadores se utilizaram de um discurso religioso, que dizia que os negros precisavam ser purificados através do batismo. Todos os que aqui chegavam eram batizados e catequizados. O discurso ideológico, aliado à força, foi um instrumento usado para manter o poder e construir a estabilidade para a classe dominante”, conta Edson França, coordenador da Unegro.

Com a crise provocada pela Reforma e a ascensão do Iluminismo, foi preciso encontrar uma justificativa racional para a supremacia do eurocentrismo e a conseqüente manutenção da escravidão no Brasil. Chega então ao país o discurso chamado de racismo científico, cuja base é a classificação racial, onde o branco está no alto da pirâmide, do ponto vista da sua superioridade biológica, e o negro abaixo de qualquer etnia.

“Esse discurso permitiu animalizar e fazer dele o uso necessário dele. Durante todo o processo de dominação ele não foi contestado na academia e acabou assimilado pelo senso comum. Quando o papa disse que negro não tinha alma, ninguém se contrapôs. Era preciso não apenas justificar a escravidão para as classes dominantes, mas fazer com que o próprio dominado também absorvesse o discurso. A baixa auto-estima da população negra permitiu, então, a intensificação na fragmentação, em vez da unidade para fazer o combate ao pensamento e à estrutura social vigente”, explica Edson França.

Quando o racismo deixou de servir aos interesses do capitalismo moderno – e veio a idéia de que era preciso libertar os escravos para aumentar a massa de consumidores –, o discurso colonizado apostou na miscigenação como forma de “branquear o Brasil”. E até hoje os efeitos provocados pelo pensamento colonial são estruturantes para a desigualdade entre brancos e não brancos em nosso país.

Descolonizar a globalização

Para os movimentos que se organizam em torno do Fórum Social Mundial, há um número de desafios e apostas estratégicas que se colocam pela frente na construção deste outro mundo possível no que diz respeito à descolonização do pensamento. Para o professor Samba Buri MBoup, é preciso começar descolonizando a compreensão do próprio conceito de globalização, já que o mundo global também tem sustentado essa desigualdade. São tarefas que vão da desconstrução do mito da África como um continente sem história ao combate à idéia da marginalidade do continente no comércio e na economia.

“Apesar do discurso dominante, há muitas provas de que a África foi palco de uma história e ciência tão antigas quanto os primórdios do mundo e central em todos os momentos da economia mundial: na fase de acumulação primitiva, na colonização, na revolução industrial, na era pós-colonial e até hoje. A realidade é apresentada de cabeça pra baixo, para que olhemos para nós mesmos como se fôssemos menores, enquanto nosso continente é o berço da civilização humana. É preciso reavaliar o potencial da herança africana”, cobra MBoup.

No continente mais esquecido do planeta, a alternativa ao discurso colonial da África é chamada de Renascimento Africano, um projeto global de sociedade e civilização construído na resposta coletiva e organizada da África aos desafios da globalização. O projeto, já encampado por 20 países, propõe o domínio do conhecimento científico e da tecnologia; a autonomia e rejuvenescimento da consciência política africana – como resposta à crise de lideranças no continente –; e a conscientização baseada na unidade dos povos africanos.

“Há estudos que demonstram de forma clara e irrefutável a profunda unidade cultural dos povos africanos. Hoje interceptam o potencial de desenvolvimento africano, a serviço de uma causa que não é nossa, ao imporem uma situação de monolitismo e intolerância religiosa, quando a historia africana é de pluralismo. Esta é uma tarefa que também temos que ensinar nas escolas”, conclui Samba Buri MBoup.

Fonte: Carta Maior – http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16376&boletim_id=641&componente_id=10699
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Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares – Estudos de Carnaval

A revista TECAP (Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares) é uma publicação anual do Núcleo de Cultura Popular da Uerj e do Centro de Referência do Carnaval.

O número mais recente é exclusivamente dedicado ao carnaval. Acesse:
www.tecap.uerj.br.

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Dica enviada por Magda Pucci, de São Paulo – SP