http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=6213
Entre os dias 3 e 5 de março, 45 especialistas discutiram a legitimidade da reserva de vagas para negros em universidade públicas no plenário do Supremo Tribunal Federal. A audiência pública foi convocada pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator de um processo movido pelo partido Democratas (ex-PFL) contra a Universidade de Brasília (UnB), que reserva 20% das vagas disponíveis no seu vestibular a estudantes negros.
Para o jurista Fábio Konder Comparato, professor aposentado da Universidade de São Paulo e um dos defensores da proposta, a adoção de cotas raciais nas universidades públicas “não apenas é constitucional, como a ausência desse tipo de política representa uma inconstitucionalidade por omissão”. Confira, abaixo, a íntegra da entrevista concedida à CartaCapital.
CartaCapital: As cotas raciais são constitucionais?
Fábio Konder Comparato: Em primeiro lugar, é preciso saber que a reserva de vagas para negros nas universidades públicas não apenas é constitucional como a ausência desse tipo de política representa uma inconstitucionalidade por omissão. O artigo 3º, inciso III, da Constituição de 1988, é muito claro a esse respeito. “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Essa determinação constitucional não é um simples programa de intenções. É uma norma obrigatória. Enquanto os poderes públicos não cumprem esse objetivo nem tomam medidas para atingi-lo, eles estão descumprindo a Constituição. No caso específico da população negra, a desigualdade é brutal. Atualmente, pretos e pardos representam mais de 70% dos 10% mais pobres da nossa população. Eles são os pobres dos pobres. No mercado de trabalho, com a mesma
qualificação e escolaridade, os negros recebem em média a metade do salário pago aos brancos. Enquanto 58% da população branca está no Ensino Médio, há apenas 37% de negros neste mesmo nível educacional.
CC: Daí a necessidade de políticas de inclusão. Mas não necessariamente de reserva de vagas ou cotas raciais, afirmam os críticos da medida. O senhor concorda?
FKC: Essas distorções se reproduzem no Ensino Superior. Além disso, a Constituição tem outros dispositivos análogos à proposta de reserva de vagas para negros nas universidades. No artigo 7º, inciso XX, estabelece-se a necessidade de “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”. Da mesma forma como os opositores das cotas chamam esse tipo de política de racista, poderíamos dizer que a Constituição, nesse ponto, foi sexista. Mas não é esse o entendimento, trata-se de uma medida de proteção a uma minoria. E eu insisto num ponto: a ausência de medidas de inclusão como as cotas nas universidades é que representa um descumprimento da norma constitucional. E, devo acrescentar, se ficarmos apenas nessa política de cotas nas universidades, estaremos apenas cumprindo o mínimo daquilo que deveríamos fazer para levantar a população negra no Brasil.
CC: Por mais que se constate a vulnerabilidade da população negra no Brasil, muitos criticam a adoção de critérios raciais no ingresso à universidade. Boa parte deles defende a adoção de critérios estritamente sociais para as cotas, como a renda familiar. Há validade neste tipo de argumento?
FKC: Bom, esse é um retrato do Brasil. Nos EUA, o racismo é declarado, não é escondido. E os americanos tomam medidas para reduzir as desigualdades entre as diferentes etnias. No Brasil, o racismo é enrustido e dissimulado. E toda vez que procuramos lutar contra essa desigualdade escandalosa, os conservadores racistas se põem de pé e bradam contra a existência de “políticas racistas”. Exteriormente temos uma brilhante Constituição, equivalente a dos países mais avançados do mundo. Mas isso daqui é só para inglês ver. Internamente, cada um sabe o seu lugar. E nada de pular de galho, senão o cidadão se arrebenta no chão. Isso representa uma hipocrisia difícil de ser tolerada.
CC: Essa hipocrisia também se verifica no discurso meritocrático? Isto é, de que apenas pelo mérito os melhores alunos deveriam ingressar no Ensino Superior.
FKC: Mas os negros vão entrar na universidade de que jeito? Por decreto? Eles também não passam por um processo de seleção, pelo vestibular? Na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, quando foi criado um curso de pós-graduação em Direitos Humanos, nós criamos vagas preferenciais para estudantes negros e para deficientes físicos. No caso dos negros, o desempenho deles foi exatamente igual ao dos brancos. E eles não entraram de graça, tiveram de passar por um rigoroso processo de admissão.
CC: Para o senhor, todos esses argumentos são falaciosos?
FKC: Sim. Tanto que o partido que encampou essa ação de inconstitucionalidade das cotas é um retrato do Brasil. Eles, com o perdão da palavra, se auto-intitulam “Democratas”. É… no nome são. Mas aqui é assim, tudo é só no nome. Nada é pra valer.
CC: Mas porque este tipo de argumento sensibiliza até mesmo pessoas com histórico de militância no movimento negro, e que identificam nas cotas raciais um precedente perigoso?
FKC: Eu entendo isso. Depois de quase quatro séculos de escravidão, existe na mentalidade dos pretos e pardos um complexo de inferioridade muito grande. E muitos rejeitam medidas que consideram puramente assistenciais. Mas estes representam, evidentemente, uma minoria. A grande maioria da população negra é indiferente. Eles engoliram o racismo que sofreram por séculos e não protestam. E há uma minoria esclarecida que defende a dignidade da população negra e exige o cumprimento da Constituição. Assim como há também uma minoria que não quer mexer no assunto porque, segundo eles, isso seria um reconhecimento de que os negros são inferiores. De modo geral, eles se consideram iguais em tudo em relação aos brancos. Acontece que eles não são iguais economicamente ou
socialmente. Os negros estão em situação de grande penúria e os dados que passei não são invenção, tratam-se de dados oficiais. É preciso reconhecer essa injustiça flagrante para lutar contra ela.
CC: Há uma série de ações contestando as cotas raciais na Justiça. O senhor tem conhecimento se também existem ações contra o poder público por descumprimento da Constituição, no que diz respeito à redução das desigualdades étnicas?
FKC: Na Justiça do Trabalho, fiquei sabendo de algumas poucas ações contra bancos, por haver – dissimuladamente, como sempre no Brasil – uma política de não contratação de negros. E foi só recentemente que começaram a aparecer apresentadores negros na tevê brasileira. Os últimos dados do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) mostram que, em 2006, 55,2% da nossa população masculina se reconheceu como negra. E 49,7% das mulheres brasileiras também se reconheciam como negras. Levando em conta o percentual considerável daqueles que não reconhecem a sua origem africana, os negros constituem a maioria incontestável da população no Brasil. Deveríamos ficar de braços cruzados em relação à marginalização desse povo?
CC: O senhor acredita que a política de reserva de vagas para negros tende a sair das universidades e ser aplicada também no mercado de trabalho, para corrigir essas distorções?
FKC: Acho que sim. Não sei bem se os EUA podem servir de modelo, mas eles estão bem mais adiantados do que nós nesse quesito. Não só pelas políticas de inclusão nas universidades, mas também pelas ações afirmativas para garantir o emprego da população negra em instituições privadas e no serviço público. Também não podemos nos esquecer que a eleição de um presidente negro, nos EUA, é um fato extraordinário. E eles já tinham, desde o começo dos anos 60, um juiz negro na Suprema Corte. Só agora, com o governo Lula, o Brasil viu a nomeação de um juiz negro para o Supremo: o ministro Joaquim Barbosa. Nós sempre estamos atrasados em relação os EUA. Parece que só copiamos deles o que não presta, como as perversas técnicas capitalistas americanas, sobretudo no mercado financeiro.
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Mais informações:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6496
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ITAÚ CULTURAL LANÇA NOVOS EDITAIS
O Itaú Cultural lançou novos editais do programa Rumos: Teatro, Música, Literatura e Pesquisa Acadêmica.
As inscrições são gratuitas e vão até 30 de junho (com exceção das de literatura, que encerram em 31 de julho). Os resultados serão divulgados no segundo semestre de 2010 no site da instituição – www.itaucultural.org.br/rumos.
Fonte: Lista da Rede Pontos de Cultura de Diadema
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Leia no portal do Instituto Búzios:
Audiência pode ter consolidado tendência a favor das cotas
Governo financiará aula de cultura africana
Zappiens.br: serviço gratuito de distribuição de vídeos para pesquisa e ensino
E outras notícias
Acesse: www.institutobuzios.org.br
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Módulo I
Este encontro de formação visa reunir diversas ações direcionadas à valorização dos saberes da cultura popular afro-brasileira, objetivando estabelecer um diálogo entre diferentes atores envolvidos com a transmissão destes saberes no município de São Carlos, bem como contribuir para a troca de experiências e interlocução entre os conhecimentos transmitidos no ambiente escolar e os saberes da cultura popular afro-brasileira. É direcionado ao corpo docente da rede municipal de ensino, estudantes, pesquisadores e demais interessados da comunidade são carlense.
PROGRAMAÇÃO
18.03 – Quinta-Feira
Local: Paço Municipal
19h – Mesa de abertura: Cultura Afro-Brasileira na Educação: Parcerias e Possibilidades. Presença de representantes: Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de São Carlos, NEAB/UFSCar e Teia – Casa de Criação
20h30 – Apresentação Cultural: Grupo Girafulô
19.03 – Sexta-Feira
Local: Paço Municipal
19h- Mesa: Perspectivas na relação entre saberes populares e escolares. Presença de representantes dos Grupos Culturais: Urucungus, Ação Griô, Teia das Culturas e da Câmara Técnica de Educação das Relações Étnico-Raciais, do Conselho Municipal de Educação de São Carlos.
20h30 – Cortejo: Grupo Rochedo de Ouro / São Carlos
20.03 – Sábado
Manhã – SESC São Carlos
9h00 – 10h30 Mostra de Trabalhos da Cultura Popular Afro-Brasileira (exposição de painéis com ações, experiências e projetos desenvolvidos em São Carlos).
10h30 – 12h- Roda de Conversa: Cultura Afro-Brasileira: Ações Locais e Troca de Experiências (troca de experiências entre professores-autores dos trabalhos apresentados, grupos de cultura popular, sociedade civil organizada e comunidade).
Tarde – SESC São Carlos
14:30h – 18:00
Oficina I: Formação de Pedagogia Griô (com o grupo Ação Griô) Público-alvo: professores e educadores (Ação Griô)
Oficina II: Práticas Culturais com o Grupo Urucungus – Campinas
Público-alvo: estudantes
Noite – Teia – Casa de Criação
19h – 22h Hora Feliz
Encontro Aberto de Confraternização
21.03 – Domingo
Local: Centro da Juventude Elaine Viviani – Monte Carlo
15h – 22h Festival Cultura
Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia João Pequeno de Pastinha; Companhia de Santo Reis Estrela Guia, Grupo Rochedo de Ouro, Grupo de Pesquisa e Prática em Danças Brasileiras – Girafulô, Ala Show da Escola de Samba Rosas Negras, Jamil e o Grupo de Catira Pés Palmas e Coração, Mc Teddy paçoca e Beat Majester’s CPP São Carlos, Urucungos Puítas e Quijêngues. Alimentação e Feira de Economia Solidária
INSCRIÇÕES
As inscrições para participação no evento só serão aceitas via e-mail: educacao@saocarlos.sp.gov.br
Importante: Só serão emitidos certificados aos participantes que estiverem presentes em todas as atividades dos dias 18, 19 e 20. O módulo II desta formação será oferecido no 2º. semestre. Serão emitidos certificados totalizando 30h aos participantes dos módulos I e II.
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
Serão aceitos trabalhos como relatos de experiências, atividades, projetos em andamento ou concluídos na área de Cultura Popular Afro-Brasileira. As inscrições são gratuitas e o período para envio dos trabalhos é de 26 de Fevereiro a 12 de Março de 2010. As inscrições serão efetivadas por meio do encaminhamento dos dados de inscrição, juntamente com o resumo do trabalho anexado ao e-mail para o seguinte endereço: educacao@saocarlos.sp.gov.br
Só serão aceitas as inscrições encaminhadas por e-mail.
INFORMAÇÕES
Informações sobre inscrições, resumos, formato dos painéis: educacao@saocarlos.sp.gov.br ou na Secretaria Municipal de Educação 3373-3223 c/ Lucelina.
Saiba mais sobre a Programação: www.teia.org.br
Fonte: Aruanda Mundi – www.aruanda.ning.br
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Da Assessoria de Comunicação da FCP
Com a participação de 81 representantes dos estados brasileiros, Brasília vai sediar nos dias 24 e 25 deste mês a pré-Conferência Nacional de Cultura Afro-Brasileira. O evento é organizado pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura.
A pré-conferência promoverá o debate e a reflexão do setor e encaminhará propostas de políticas públicas para a cultura afro-brasileira, de forma a contribuir com a formulação de um plano nacional de cultura afro-brasileira, além de apresentar as propostas do setor para a 2ª Conferência Nacional de Cultura (CNC) que acontecerá entre os dias 11 e 14 de março, também na capital federal.
Como convidados para o debate estarão os cantores baianos Lazzo Matumbi e Mariene de Castro, o cineasta Jéferson D, de São Paulo, e o ator carioca Antônio Pompeo. Na programação cultural, o evento terá a participação de dois grupos do Distrito Federal, o popular Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e o grupo DF Zulu com apresentação de hip-hop e grafitagem.
Na pré-conferência também serão escolhidos os 15 delegados e 15 suplentes que representarão a cultura afro-brasileira na plenária geral da 2ª CNC. Estes delegados irão eleger a lista tríplice que vai representar o segmento no âmbito do Conselho Nacional de Política Cultural para o exercício de 2010-2011.
Artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores, militantes, pesquisadores e demais protagonistas da cultura afro-brasileira, fazem parte da lista de delegados setoriais selecionados por uma comissão composta por diretores da Palmares e representantes da comissão organizadora da 2ª CNC.
Serviço:
Pré-Conferência Nacional da Cultura Afro-Brasileira
Data: 24 e 25 de fevereiro de 2010
Horário: dia 24, das 15h às 19h; dia 25, das 9h às 20h
Local: Hotel Sun Peter, SHS, Quadra 2, Bloco D – Asa Sul, Brasília/DF
Mais informações no e-mail: dep@palmares.gov.br
Fonte: CMA Hip Hop informa
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Mais informações: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_especial.asp
CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dEJFbkNJVUpmamVFeTZ0ZG92VlhXVVE6MA
Fonte: Lista Culturas Populares
O documentário, disponível no YouTube, foi realizado por Luciana Araújo e Guilherme Ávila.
As imagens foram captadas em 2006 no Espaço Cachuera!, durante a apresentação do grupo africano Kachamba Brothers e do espetáculo Criação em Dança no Universo Simbólico Brasileiro:
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13/02/2010 – 20:09
Após tragédia, São Luiz do Paraitinga comemora o carnaval
G1
Um mês e meio após a enchente que destruiu grande parte do centro histórico da cidade, São Luís do Paraitinga (SP) celebrou o carnaval neste sábado (13) com um desfile do Bloco do Juca Teles. Os foliões aproveitaram o calor para brincar em meio às construções históricas da cidade, que busca a recuperação da tragédia.
No início do mês passado, a prefeita Ana Lúcia Bilard Sicherle anunciou o cancelamento do tradicional carnaval da cidade, medida que deve causar um prejuízo de R$ 20 milhões nas contas do município, segundo os organizadores da festa. Para que o período de folia não passasse em branco, várias cidades vizinhas, como São José dos Campos e Taubaté, se ofereceram para ‘receber’ o festa, baseada em bandas que tocam marchinhas antigas.
E até a capital recepcionou os foliões da cidade devastada pelas águas do Rio Paraitinga. O Sesc Pompéia, na Zona Oeste de São Paulo, abrigou na quarta (10) e na quinta (11) o 25º Festival de Marchinhas de São Luís do Paraitinga. Tradicionalmente realizado na cidade do Vale do Paraíba, o evento foi transferido para a capital devido à decretação de estado de calamidade pública.
Fonte: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=36&id=83619
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Assista a trechos do 25° Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga:
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=eQG-AEiZeLY
PREZADOS (AS) AMIGOS (AS):
É com muita satisfação que informo que o texto LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA foi aprovado para publicação na edição de fevereiro da Revista África e Africanidades, já se encontrando disponível no link:
http://www.mw.pro.br/mw/eco_licoes_da_mae_africa.pdf
LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA foi primeiramente distribuído como material de apoio em diversas palestras que desenvolvi ao longo do segundo semestre do ano passado, obtendo grande aceitação e repercussão.
A presente edição de LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA acata modelo editorial proposto pela Revista África e Africanidades, que é uma prestigiada publicação acadêmica do mundo negro brasileiro, daí agregar uma bigliografia mais apurada e a formatação acatando normas para publicações científicas.
A resenha de LIÇÕES DA MÃE ÁFRICA foi disponibilizada no meu site juntamente com o link para o artigo em:
http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=eco_licoes_da_mae_africa&c=e
O texto também está disponível em espanhol, francês, italiano e em inglês. Estou informando o link da revista em língua inglesa abaixo. O meu artigo nesta página está sinalizado com a foto da queniana Wangari Maathai. Dêem uma olhada:
Aliás, quem ainda não conhece a Revista África e Africanidades, não perca tempo e acesse o material disponível na Internet em:
http://www.africaeafricanidades.com/
Recordo também que o meu site disponibiliza 326.783 caracteres em textos africanistas, com acesso nos links abaixo:
MATERIAIS ACADÊMICOS:
Africanidade, Espaço e Tradição
Revista África, Centro de Estudos Africanos da USP. 1997.
Texto considerado relevante pelo Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), o maior e mais influente organismo de pesquisa científica do governo francês. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africanidade_espaco_e_tradicao&c=a
Arquétipos, Fantasmas e Espelhos
Revista GEOUSP nº 23, 2008. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_arquetipos_fantasmas_e_espelhos&c=a
Imaginário, Espaço e Discriminação Racial
Revista GEOUSP nº 14, 2003. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_imaginario_espaco_e_discriminacao_racial&c=a
LIVROS:
Memória D’África – A Temática Africana em Sala de Aula (co-autoria)
Editora Cortez, 2007. Saiba mais:
Saiba Mais: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_memoria_d_africa&c=a
Meio Ambiente & Antropologia
Editora Senac, 2006. Saiba Mais: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_meio_ambiente_e_antropologia&c=a
CONFERÊNCIAS:
A Redescoberta da África
Curso de Difusão do Centro de Estudos Africanos da USP, 2009. Acesso:
http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_a_redescoberta_da_africa&c=a
MATERIAIS PARA CAPACITAÇÃO EM AFRO-EDUCAÇÃO :
Mundo Afro-Brasileiro
Boletim da Associação dos Geógrafos Brasileiros,
Seção Local São Paulo, 2003. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_mundo_afro-brasileiro&c=a
O Fabuloso Reino dos Mansas do Mali
Prof – Assessoria em Educação, 2002. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_fabuloso_reino_dos_mansas_do_mali&c=a
Guerras de Libertação na África
Editora Didática Suplegraf, 1998. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_tradicional&c=a
A África Tradicional
Projeto Sigma, Editora Didática Suplegraf, 1997. Acesso: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_tradicional&c=a
A Temática Africana em Sala de Aula
Revista África Mazagine, Centro Cultural Africano de São Paulo. 2009.
Acesse: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_magazine&c=a
O Imaginário de África na Cartografia de Guilherme Blaeu
GeoCarto – Geografia e Cartografia, 2009. Acesso:
http://www.mw.pro.br/mw/geog_imaginario_de_africa_na_cartografia_de_guilherme_blaeu.pdg
ENTREVISTAS:
Rádio Voz da América
Transmissão mundial a partir de Washington, EUA, Outubro de 2007.
Arquivos de voz em MP3 em: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_radio_voz_da_america&c=a
Boletim do Sindicato dos Professores
SINPRO, 2004
Arquivo e Transcrição da entrevista em: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_sinpro&c=a
Finalizando, deixo um forte abraço a todos e todas. Até a próxima!
Prof. Dr. Maurício Waldman
Pós-Doutorando UNICAMP – Instituto de Geociências
Professor da disciplina Geografia da África – tópico especial – UNICAMP
E-mail Contato – Contact: mw@mw.pro.br
Site Pessoal – Official Website (PB): www.mw.pro.br
Curriculum Acadêmico CNPq: http://lattes.cnpq.br/3749636915642474
Atuação – About me (BrE): http://en.wikipedia.org/wiki/Mauricio_Waldman
Caixa Postal – Post Office Box: 45375 Cep: 04010-970, São Paulo, Brasil
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Fonte: Aruanda Mundi – www.aruandamundi.ning.com
O CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) acaba de divulgar o período de inscrições para a 5º Edição do Prêmio Educar para a Igualdade Racial: de 2 de março a 7 de maio de 2010.
A premiação ocorre desde 2002; através dela desenvolveu-se, ao longo deste período, um bom mapeamento nacional de experiências pedagógicas referenciadas na Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena na educação básica.
Nesta edição o prêmio volta a ter abrangência nacional. Ele é direcionado a professores e à gestão escolar nas modalidades educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e anos finais) e ensino médio.
A iniciativa é apoiada pelo Grupo Santanter Brasil e pela SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial).
Mais informações: www.ceert.org.br
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- Edital Longa Metragem de Ficção Para Roteiristas Profissionais . Inscrições até 18 de março
- Edital Longa Metragem de Ficção para Roteiristas Estreantes . Inscrições até 18 de março
- Edital Longa Metragem de Ficção ou Animação com Temática Infantil . Inscrições até 18 de março
- Edital Longa Metragem de Ficção de Baixo Orçamento . Inscrições até 18 de março
- Edital Curta Metragem de Ficção ou Documentário . Inscrições até 18 de março
- Edital Espaços Mais Cultura 2010 . Inscrições até 14 de março
- Edital Mais Museus 2010 . Inscrições de 8 de fevereiro a 10 de março
- I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras . Inscrições até 5 de março
- Fundo Setorial do Audiovisual – Prodav 01/2009 . Inscrições até 10 de fevereiro
- Fundo Setorial do Audiovisual – Prodecine 01/2009 . Inscrições até 10 de fevereiro
- Fundo Setorial do Audiovisual – Prodecine 02/2009 . Inscrições até 10 de fevereiro
- Fundo Setorial do Audiovisual – Prodecine 03/2009 . Inscrições até 10 de fevereiro
- Fundo Ibermedia 2010 – audiovisual . Inscrições até 15 de fevereiro
- Cine Mais Cultura – Estado do Piauí . Inscrições até 19 de fevereiro
- Cine Mais Cultura – Estado de Alagoas . Inscrições até 6 de março
- Cine Mais Cultura – Estado do Acre . Inscrições até 10 de fevereiro
- Programa de restauro de filmes antigos . Inscrições até 19 de fevereiro
- Edital de Modernização de Museus 2010 . Inscrições prorrogadas até 12 de fevereiro
- Prêmio Darcy Ribeiro 2010 . Inscrições até 12 de fevereiro
- Edital Mais Cultura de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais . Inscrições prorrogadas até 10 de fevereiro
- Programa Cultura e Pensamento . Inscrições prorrogadas até 28 de fevereiro
1. Evento
O festival de marchinhas de SLParaitinga vai ser no Sesc Pompeia, dias 11 e 12.
Junto com o festival, pretendemos fazer uma feirinha de livros, discos etc. (quando possível com a presença dos autores, autografando) no mesmo dia.A grana vai integralmente para São Luiz. A feirinha vai ser nos mesmos dias do festival e a ideia é que o material que sobrar seja deixado com o pessoal de São Luiz, para continuar vendendo.
Esperamos o apoio e participação de todos, e que entrem em contato com outros possíveis apoiadores.
Abraços.
Mouzar
2. Evento
Convite: Arte Constrói
Ola meus amigos, segue convite para o Arte Constrói, evento que arrecadará fundos para São Luiz do Paraitinga.
Aos paulistanos que quiserem contribuir para a reconstrução da cidade de São Luiz do Paraitinga sem sair de São Paulo, acontece nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, na Vila Madalena, no recém reformado casarão que abrigou a primeira versão do famoso StudioSP (Rua Inácio Pereira da Rocha, 170), o Arte Constrói – São Luiz do Paraitinga.
Arrasada no ano novo pelas chuvas, São Luiz do Paraitinga perdeu seu patrimônio cultural histórico e deixou milhares de desabrigados. Em vista de uma contribuição também cultural e artística em tom de apoio à tragédia, a produtora Mundo Pensante se uniu ao Coletivo Loungetude46 e criou oArte Constrói – São Luiz do Paraitinga, que tem início às 22h00 do dia 5 (sexta-feira) com um show do Coletivo Loungetude46 e contará com dois ambientes com atividades simultâneas, o mezanino e a pista.
É importante ressaltar que todos os artistas, produção e empresas apoiadoras estão abrindo mão de qualquer remuneração ou lucro para contribuir com o desastre em SLP. O custo da entrada do evento será de 10 reais por dia. Uma vez pago, o visitante será carimbado e poderá retornar, desde que no mesmo dia. Todo o dinheiro arrecadado será encaminhado para a prefeitura de São Luiz do Paraitinga.
A festa acaba no domingo, dia 7, com uma reunião da Banda de Marchinhas Históricas de São Luiz do Paraitingacom o bloco carnavalesco Unidos Venceremos e a galera do cordão Kolombolo Diá Piratininga no meio da rua em frente à casa. No domingo não será cobrada entrada.
Para mais informações, acesse http://www.arteconstroi.com.br/
Enviado por Lira da Vila – Lista Culturaspopulares
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Horário: 12 fevereiro 2010 de 19:00 a 23:00
Local: Viaduto Major Quedinho S/N – Bela Vista – São Paulo
Ilú Obá De Min Educação, Cultura e Arte Negra
Ponto de Cultura Ilú Onã – Caminhos do Tambor
Apresenta “O Bloco Afro Ilú Obá De Min canta o Atlântico Negro”.
Venha participar desta grande festa.
Participação especial da Congada de Santa Ifigênia.
Concentração – A partir das 19h – Saída do Cortejo às 21h
DJ Evelyn, MC Paula Pretta, Theo Werneck agitam a concentração.
Viaduto Major Quedinho S/N – Bela Vista – São Paulo
Enviado por Baby Amorim, de São Paulo – SP
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O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13), o Edital de Resultados nº 2, de 02 de fevereiro de 2010, com a lista dos selecionados no Concurso Público Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel. O Prêmio, que tem investimentos de cerca de R$ 2 milhões do MinC, contemplará, nesta edição, 195 representantes das culturas populares brasileiras, entres mestres e representantes de grupos/comunidades informais e formais.
O Prêmio Culturas Populares 2009 homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Isabel Mendes da Cunha, e teve 2.833 iniciativas inscritas, 2.308 das quais foram habilitadas. As iniciativas vieram de todo o país, sendo assim distribuídas: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais.
Os premiados foram escolhidos por uma Comissão de Seleção, composta por 32 membros e formada por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do Sistema MinC, que esteve reunida entre os dias 1º e 5 de dezembro, em Brasília. A Comissão avaliou, individualmente, todas as propostas apresentadas pelos candidatos habilitados no concurso, utilizando critérios de pontuação e avaliação de quesitos de acordo com cada categoria. Cada proposta foi avaliada por, no mínimo, dois membros da Comissão.
Os 195 prêmios, de R$ 10 mil cada, foram distribuídos entre 60 mestres e 135 integrantes de grupos/comunidades formais e informais. A Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural concederá ainda um prêmio especial à Mestra Dona Isabel, homenageada nesta Edição do Prêmio Culturas Populares. A lista dos premiados foi elaborada seguindo-se a ordem decrescente da nota final obtida pelo candidato em cada categoria. A nota final é resultante da soma da pontuação atribuída de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do município no qual a atividade foi desenvolvida, e das notas obtidas na avaliação dos quesitos.
Entre os 1.113 mestres inscritos no Prêmio Culturas Populares 2009 – Edição Mestra Dona Isabel, Antônio Luiz de Matos, o Mestre Antônio, foi um dos premiados. Artesão da cidade mineira de Minas Novas, Mestre Antônio trabalha com a confecção artesanal de instrumentos musicais utilizados nas cerimônias de Congada e de Folia da região. Além de fabricar tambores, caixas, pandeiros, tamborins, reco-recos e xique-xiques, Mestre Antônio também realiza oficinas de artes e ofícios.
A Irmandade de Carimbó de São Benedito, do município de Santarém Novo, no Pará, foi um dos grupos premiados no concurso pelo trabalho cultural desenvolvido junto à comunidade local. O grupo participa todos os anos das Festividades de Carimbó de São Benedito, realizadas de 21 a 31 de dezembro, em Santarém Novo, e no mês de dezembro, do Fest Rimbó, do Encontro de Mestres de Carimbó e da Oficina de Saberes e Fazeres Carimbó.
(Heli Espíndola – Comunicação/SID)
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Proposta de substituição da Lei Rouanet chega ao Congresso Nacional
Assinado pelo presidente Lula, Projeto de Lei será apreciado pela Câmara dos Deputados na volta do recesso parlamentar
Em linhas gerais, as principais novidades são a renovação do Fundo Nacional de Cultura (FNC), reforçado e dividido em nove fundos setoriais; a diversificação dos mecanismos de financiamento; o estabelecimento de critérios objetivos e transparentes para a avaliação das iniciativas que buscam recursos; o aprofundamento da parceria entre Estado e sociedade civil para a melhor destinação dos recursos públicos; e o estímulo à cooperação federativa, com repasses a fundos estaduais e municipais.
Com base nas diretrizes anuais da CNIC, cuja função é avaliar tecnicamente os pedidos de aprovação de incentivo fiscal, serão criadas comissões setoriais, com composição paritária, formadas por especialistas representantes dos diversos segmentos culturais e com ampla participação da sociedade civil, garantindo a preservação de um patrimônio recentemente conquistado pela sociedade brasileira: a liberdade de expressão. Esse processo também vai agilizar e aperfeiçoar o sistema de análise dos projetos.
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. Revolta da Chibata completa 100 anos em 2010
. Campanha Nacional Afirme-Se!
. FSMT Bahia debate o resgate ou descarte do Estatuto da igualdade
. Racismo institucional é central na desigualdade brasileira
Acesse www.institutobuzios.org.br
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Informes sobre escolas de samba, carnaval de rua e blocos de todo o Brasil
www.carnaval2010.net
Carnaval de São Paulo
www.cidadedesaopaulo.com/carnaval
Últimas notícias sobre o carnaval 2010 nos portais G1, UOL e no Google
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Tema do desfile da escola de samba Unidos de Vila Isabel no carnaval carioca de 2010, Noel Rosa chega ao centenário de seu nascimento com o reconhecimento do público, que independe do aval acadêmico ou da crítica
Aldo Gama
da Redação
Brasil de Fato
Leia mais
Noel de Medeiros Rosa veio ao mundo no dia 11 de dezembro de 1910, no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro de Vila Isabel. Filho de Manuel Garcia de Medeiros Rosa e Martha de Medeiros Rosa, casal da classe média carioca, teve um parto difícil, onde o uso do fórceps pelos médicos provocou-lhe um afundamento da mandíbula e uma pequena paralisia na face, características físicas que o assombrariam vida afora.
Cursou o ensino médio no tradicional Colégio São Bento – onde os colegas, maldosamente, o chamavam de Queixinho – e entrou para a Faculdade de Medicina da UFRJ, em 1931, embora não tenha concluído o curso.
Casou-se em 1934 com Lindaura, com quem teve um filho que viveu poucos meses. Nos anos seguintes, travou uma batalha contante contra a tuberculose que, por fim, o venceu em 1937, quando tinha apenas 26 anos.
Entre uma coisa e outra, e deixando o “de Medeiros” de lado, Noel Rosa também foi um dos maiores e mais importantes compositores da música popular brasileira, sendo autor de clássicos como “Com que roupa?”, “Fita amarela”, “Palpite infeliz”, Três apito” etc. E no ano do centenário de seu nascimento, o escritor Luiz Ricardo Leitão, professor adjunto da UERJ e doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, lança “Noel Rosa – Poeta da Vila, cronista do Brasil”, estudo sobre o poeta-cronista que busca inserí-lo “na expressiva galeria dos poetas e prosadores que, por meio de sua obra, têm contribuído de forma decisiva para desvelar o singular processo de formação sócio-espacial do Brasil”, como avisa o texto de apresentação da obra.
A seguir, uma entrevista por correio eletrônico com o professor Luiz Ricardo, que além de reafirmar a qualidade artística do trabalho de Noel, também contextualiza histórica e sociologicamente a obra do poeta de Vila Isabel que, em 2010, será tema do desfile da escola de samba do bairro carioca.
Brasil de Fato – Como surgiu a ideia de escrever sobre Noel Rosa?
Luiz Carlos Leitão – Dois motivos centrais me inspiraram. Em primeiro lugar, eu já escrevera sobre um grande romancista-cronista de nossas letras: “Lima Barreto, o rebelde imprescindível” [lançado em 2006 pela editora Expressão Popular]. Lima foi o genial criador de Os Bruzundangas, um inventário irretocável das mazelas que afligem esta nossa pátria-mãe, eternamente distraída e “subtraída em tenebrosas transações”. A atualidade do cronista Noel é absolutamente contundente: ele cantou a crise de 1929 e as revoluções de araque dos anos 1930, desvelando-nos o “Brasil de Tanga” – e “sem capote” – em que a honestidade escasseava, ao passo que as maracutaias abundavam… Será que alguma coisa mudou neste século 21? O segundo fator é o meu coração azul e branco. Eu sou cria da Vila Isabel, colaborador direto da nossa escola de samba, e me seria impossível permanecer indiferente ao centenário do “Poeta da Vila”, tema, aliás, do belíssimo enredo do carnaval 2010. Quem assistir ao desfile, em fevereiro, saberá melhor do que estou dizendo. Por isso, não havia como fugir ao fascínio desse bamba.
Que fontes foram consultadas e quais as dificuldades encontradas durante a pesquisa?
Na parte biográfica, vali-me das grandes referências do gênero. De todas as obras consultadas, três são dignas de nota: “No tempo de Noel Rosa”, de Almirante; “Noel Rosa e sua época”, de Jacy Pacheco; e “Noel Rosa: uma biografia”, de Carlos Didier e João Máximo. Estes últimos, sem dúvida, são os mais exaustivos e criteriosos de todos os seus biógrafos, ao passo que os dois primeiros, contemporâneos do artista (Jacy era seu primo e Almirante, o parceiro e companheiro do Bando de Tangarás), pecam, sem dúvida, pela parcialidade ou idealização de alguns aspectos relativos à vida e à obra de Noel. Esse, aliás, foi o maior problema enfrentado: gostaria de dispor de uma impressão serena e fidedigna dos contemporâneos sobre as inclinações ideológicas do compositor, que para Jacy teria nítido pendor socialista (hipótese que o conservador Almirante rechaçou com veemência), mas não logrei tê-la, infelizmente. Na parte ensaística, mantive a linha de pesquisa que explorei no meu doutorado em Cuba, investigando as experiências periféricas (ou seja, latino-americanas) de modernidade, sempre preocupado com o jogo dos elementos urbanos e agrários no imaginário coletivo nacional. De certa forma, o livro é um exercício prático de minha tese, algo que eu já realizara em “O campo e a cidade na literatura brasileira”, título que elaborei para os centros de formação dos movimentos sociais brasileiros.
Leia a entrevista na íntegra em: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/cultura/nem-coroa-nem-espinho
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Em debate realizado sábado (30) em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, pesquisadores e ativistas do movimento social afirmaram a urgência de se descolonizar o pensamento e o conhecimento na África e América Latina. Para o africano Samba Buri MBoup, é preciso descolonizar a globalização, recuperando o patrimônio intelectual deixado pelos africanos e a contribuição do continente no desenvolvimento da história e da economia o mundo.
Bia Barbosa – Carta Maior
Um dos principais desafios para construção de um outro mundo possível, na busca pela igualdade entre os seres humanos, é fazer aquilo que está simbolizado na própria logomarca do Fórum Social Mundial: tratar os continentes de forma igualitária. E um dos primeiros e mais estratégicos passos neste sentido é o desafio da descolonização do pensamento e do conhecimento produzido e distribuído nas duas regiões mais pobres do planeta: a África e a América Latina. Este foi um dos temas debatidos neste sábado (30), em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, onde professores, pesquisadores e militantes do movimento social chegaram à conclusão de que a própria globalização também precisa ser descolonizada.
“Descolonizar o pensamento é enfrentar os desafios colocados pelo eurocentrismo e pelo etnocentrismo como modos de pensar dominantes. No quadro histórico marcado pelo colonialismo europeu, quando essa visão, centrada na Europa, é utilizada como grade de leitura e interpretação da realidade de todo o mundo, constrói-se uma visão distorcida dos padrões e da natureza dos povos”, explica o senegalês Sampa Buri Mboup, professor da Universidade da África do Sul.
Essência do pensamento colonial, o eurocentrismo foi, durante séculos, a base do projeto predatório e opressivo aplicado pelas elites e povos do continente Europeu, garantindo a manutenção de seus interesses. No Brasil, o colonialismo e o pensamento produzido no período estão diretamente relacionados à construção da sociedade brasileira. Era preciso construir um discurso que justificasse a escravidão e a opressão contra os povos indígenas e negros.
“Os dominadores se utilizaram de um discurso religioso, que dizia que os negros precisavam ser purificados através do batismo. Todos os que aqui chegavam eram batizados e catequizados. O discurso ideológico, aliado à força, foi um instrumento usado para manter o poder e construir a estabilidade para a classe dominante”, conta Edson França, coordenador da Unegro.
Com a crise provocada pela Reforma e a ascensão do Iluminismo, foi preciso encontrar uma justificativa racional para a supremacia do eurocentrismo e a conseqüente manutenção da escravidão no Brasil. Chega então ao país o discurso chamado de racismo científico, cuja base é a classificação racial, onde o branco está no alto da pirâmide, do ponto vista da sua superioridade biológica, e o negro abaixo de qualquer etnia.
“Esse discurso permitiu animalizar e fazer dele o uso necessário dele. Durante todo o processo de dominação ele não foi contestado na academia e acabou assimilado pelo senso comum. Quando o papa disse que negro não tinha alma, ninguém se contrapôs. Era preciso não apenas justificar a escravidão para as classes dominantes, mas fazer com que o próprio dominado também absorvesse o discurso. A baixa auto-estima da população negra permitiu, então, a intensificação na fragmentação, em vez da unidade para fazer o combate ao pensamento e à estrutura social vigente”, explica Edson França.
Quando o racismo deixou de servir aos interesses do capitalismo moderno – e veio a idéia de que era preciso libertar os escravos para aumentar a massa de consumidores –, o discurso colonizado apostou na miscigenação como forma de “branquear o Brasil”. E até hoje os efeitos provocados pelo pensamento colonial são estruturantes para a desigualdade entre brancos e não brancos em nosso país.
Descolonizar a globalização
Para os movimentos que se organizam em torno do Fórum Social Mundial, há um número de desafios e apostas estratégicas que se colocam pela frente na construção deste outro mundo possível no que diz respeito à descolonização do pensamento. Para o professor Samba Buri MBoup, é preciso começar descolonizando a compreensão do próprio conceito de globalização, já que o mundo global também tem sustentado essa desigualdade. São tarefas que vão da desconstrução do mito da África como um continente sem história ao combate à idéia da marginalidade do continente no comércio e na economia.
“Apesar do discurso dominante, há muitas provas de que a África foi palco de uma história e ciência tão antigas quanto os primórdios do mundo e central em todos os momentos da economia mundial: na fase de acumulação primitiva, na colonização, na revolução industrial, na era pós-colonial e até hoje. A realidade é apresentada de cabeça pra baixo, para que olhemos para nós mesmos como se fôssemos menores, enquanto nosso continente é o berço da civilização humana. É preciso reavaliar o potencial da herança africana”, cobra MBoup.
No continente mais esquecido do planeta, a alternativa ao discurso colonial da África é chamada de Renascimento Africano, um projeto global de sociedade e civilização construído na resposta coletiva e organizada da África aos desafios da globalização. O projeto, já encampado por 20 países, propõe o domínio do conhecimento científico e da tecnologia; a autonomia e rejuvenescimento da consciência política africana – como resposta à crise de lideranças no continente –; e a conscientização baseada na unidade dos povos africanos.
“Há estudos que demonstram de forma clara e irrefutável a profunda unidade cultural dos povos africanos. Hoje interceptam o potencial de desenvolvimento africano, a serviço de uma causa que não é nossa, ao imporem uma situação de monolitismo e intolerância religiosa, quando a historia africana é de pluralismo. Esta é uma tarefa que também temos que ensinar nas escolas”, conclui Samba Buri MBoup.
Fonte: Carta Maior – http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16376&boletim_id=641&componente_id=10699
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A revista TECAP (Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares) é uma publicação anual do Núcleo de Cultura Popular da Uerj e do Centro de Referência do Carnaval.
O número mais recente é exclusivamente dedicado ao carnaval. Acesse:
www.tecap.uerj.br.
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Dica enviada por Magda Pucci, de São Paulo – SP
De 29 a 31 de janeiro de 2010
Uma das manifestações populares mais conhecidas no Brasil terá palco especial neste fim de semana em Brasília. Nada menos que 30 grupos de Folia de Reis de seis estados brasileiros (DF, Tocantins, GO, BA, MG, e SC) estarão na Capital Federal para participar do X Encontro de Folias de Reis. O evento será realizado no Parque de Exposições da Granja do Torto, de 29 a 31 de janeiro e, além de celebrar a viagem dos três Reis magos, tem como objetivo promover a integração dos vários grupos de foliões e mostrar a diversidade dessa manifestação nas várias regiões do Brasil.
O Encontro, realizado pelo Clube do Violeiro Caipira de Brasília há 10 anos, começou com a participação de grupos da cidade e do entorno e, depois de quatro anos, foi aberto para grupos de outros estados. Nos três dias do Encontro, os foliões realizarão suas tradicionais cerimônias e participarão de oficinas de danças de catira, lundu e curraleira, de construção de instrumentos de folia, brinquedos e brincadeiras, e jogos roceiros.
O X Encontro de Folia de Reis terá, ainda, atrações musicais como a dupla Zé Mulato e Cassiano (DF) e uma Roda de Prosa, no sábado, dia 30, às 9 horas, sobre Políticas Públicas para as Folias de Reis e Manifestações Agregadas. A mesa terá a participação do coordenador- geral de Fomento à Identidade e Diversidade da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), Marcelo Manzatti, e do coordenador de Monitoramento e Análises de Resultados da SID, Daniel Castro. Toda a programação do evento é gratuita.
A Tradição da Folia de Reis
As festas de Reis estão presentes em diversos estados brasileiros, principalmente em Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
A Folia de Reis que, de acordo com as especificidades da geografia brasileira, pode ser chamada de Banda de Folia de Reis, Folia de Santo Reis, Reisado, Terno de Reis, Terno de Santos Reis, Boi de Reis, dentre outros, preserva ainda características antigas há várias gerações mantendo os cantos, as danças, os ritmos e as melodias, cujos traços típicos se manifestam nas catiras, lundus, curraleiras e muitas outras criações de grupos, companhias e ternos de Reis.
Cada grupo traz na bagagem um repertório variado da cultura popular brasileira, tanto em termos musicais como em crenças, valores e conhecimentos tradicionais. “Entre os grupos inscritos no Encontro, os que vêm do Tocantins e de Santa Catarina, por exemplo, têm características completamente diferentes. Os de Tocantins sofreram influência da cultura maranhense e utilizam pandeirões na percussão. Já os de Santa Catarina, cujas famílias são de origem européia, têm como característica principal o canto de hinos na Folia”, explica o idealizador e coordenador do Encontro, o também violeiro Volmi Batista.
Confira a programação do X Encontro de Folia de Reis no sítio http://encontrodefoliadereis.com.br/
(Heli Espíndola- Comunicação/SID)
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, vinculado ao Iphan/MinC, disponibiliza o Tesauro de Folclore e Cultura Popular. Para quem tem interesse em cultura popular brasileira, é uma boa referência para pesquisa/consulta:
http://www.cnfcp.gov.br/tesauro/
Reproduzimos abaixo o texto de apresentação do Tesauro:
A evolução das tecnologias digitais provoca mudanças que, com a popularização da internet, estão cada vez mais evidentes e aceleradas. Informações são geradas e transmitidas quase simultaneamente no mundo globalizado. Conexões em rede ampliam usos e desenvolvimento de sistemas de recuperação de informação para atendimento a clientelas específicas em temas de interesse comum.
Nessa perspectiva o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/MinC, com patrocínio do Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais, da Caixa Econômica Federal, disponibiliza a segunda versão ampliada do Tesauro de Folclore e Cultura Popular Brasileira trazendo como inovação recursos multimídias que possibilitam ao interessado complementar a consulta com trecho de vídeo ou som, fotografia ou ainda ler artigo publicado sobre o assunto pesquisado.
Este Tesauro é fruto de trabalho sistemático que envolveu uma equipe multidisciplinar, com vasta experiência na área da cultura popular brasileira.
Sua primeira versão, patrocinada pela Unesco, resultou em 2.092 termos, selecionados a partir dos acervos documentais e museológicos do CNFCP. Quando de seu lançamento, em 2004, contava com as categorias: Alimento, Artefato, Associação, Atividade produtiva, Atividade ritual, Indivíduo e Matéria-prima.
A versão atual contempla novas categorias — Literatura oral, Medicamento, Construção artesanal, Sistema de crença, Lugar e Tempo —, além da ampliação das preexistentes Atividade ritual e Atividade produtiva, em que foram inseridas as subcategorias Atividade musical, Atividade narrativa, Prática religiosa e Farmacopéia popular.
Sérgio Carvalho será entrevistado amanhã, ao vivo, no programa Manhã Cultura (FM 103,3), às 9h 30.
O tema é a Série Bach: Tema & Contratema.
Prestigiem!
Inscrições até 5 de março
O Prêmio Expressões Culturais Afrobrasileiras foi concebido em 2006, após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado no Teatro Vila Velha, em Salvador. Um dos temas mais debatidos no fórum tratava da ausência de editais públicos e de linhas de financiamento direcionadas exclusivamente para o desenvolvimento de artistas, grupos e companhias que trabalham com a produção artística de estética negra.
Nesta primeira edição serão contemplados três segmentos:
· Teatro
· Dança
· Artes Visuais
O Prêmio é realizado pelo CADON – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves, em conjunto com a Fundação Cultural Palmares – FCP e com patrocínio da Petrobras.
Confira o Edital do prêmio.
Mais informações: www.premioafro.org
Esclarecimento de dúvidas: secretaria@premioafro.org, telefone (21) 2533-1171.
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Fonte: MinC – http://www.cultura.gov.br/site/2010/01/12/i-premio-nacional-de-expressoes-culturais-afro-brasileiras/
O Grupo A Barca está disponibilizando no YouTube alguns de seus documentários. Assista aqui à primeira parte de Quixabeira de Lagoa da Camisa, sobre o grupo homônimo de samba de roda de Feira de Santana – BA.
Link no YouTube: http://www.youtube.com/user/acervobarca#p/u/3/HiRrCfPf9ic
Em fevereiro, os Pontos de Cultura do estado de São Paulo se reúnem em Guarulhos e, em março, todos os Pontos do Brasil estarão em Fortaleza
As próximas semanas serão de intensa atividade para o movimento de Pontos de Cultura, tanto na esfera estadual, como também no plano nacional. No estado de São Paulo, serão realizados a I Teia e o II Fórum Paulista de Pontos de Cultura, entre 26 de fevereiro e 02 de março. Já a Teia Brasil 2010 e o III Fórum Nacional de Pontos de Cultura serão realizados em Fortaleza (CE), entre 25 e 31 de março.
Teia e Fórum Paulista
A Teia Paulista: Ta na Rede é Ponto, com entrada inteiramente gratuita, busca ser um grande encontro de Pontos de Cultura, além de uma oportunidade para as diversas manifestações da cultura paulista compartilharem impressões, conhecimentos e técnicas entre si, e com a comunidade da cidade e região. Será um espaço também para trocar experiências sobre os mais diferentes temas como juventude, meio ambiente e novas tecnologias, entre outros.
O II Fórum Paulista dos Pontos de Cultura tem como objetivos: discutir e posicionar-se sobre a conjuntura do Programa Cultura Viva hoje; apresentar o relatório final das atividades da Comissão Paulista de Pontos de Cultura (CPPC)e da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPC); sugerir planos de mobilização para fortalecimento das ações em favor da cultura no país, do Programa Cultura Viva e do Movimento de Pontos de Cultura, dentro de uma Política Pública de Estado; apresentar propostas de organização estadual dos Pontos de Cultura, empregabilidade e sustentabilidade.
A Teia Paulista será realizada nos últimos dias de fevereiro, em Guarulhos, e deverá reunir os quase 500 Pontos de Cultura do estado de São Paulo. Realizada em uma ação conjunta da CPPC, do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Guarulhos, a Teia já está com inscrições para sua mostra artística encerradas. Logo em seguida, será realizado o II Fórum Paulista dos Pontos de Cultura. As inscrições para delegados – representantes dos Pontos que terão direito a voz e voto no fórum que elegerá a nova CPPC – iniciam-se nesta segunda-feira, 11 de janeiro. Para fazer a inscrição, o Ponto receberá um código de segurança por e-mail, ainda hoje, e deverá preencher um formulário encontrado aqui.
A mostra artística será composta por apresentações dos Pontos de Cultura que desejam compartilhar voluntariamente suas expressões artísticas e saberes (música, teatro, artes-plásticas, cortejos de cultura popular etc).
Teia Brasil e III Fórum Nacional
A Teia Brasil 2010: Tambores Digitais será realizada entre os dias 25 e 31 de março, em Fortaleza (CE). As pré-inscrições de trabalhos artísticos estão abertas até o dia 15 de janeiro. Critérios para participação e a ficha de inscrição estão disponíveis aqui.
Dentre os objetivos do grande encontro nacional está o fomento das redes de relacionamento e articulação institucional entre Pontos de Cultura, sociedade e governos, propondo um intercâmbio de saberes e experiências. Também entre os objetivos está o fortalecimento do Fórum Nacional dos Pontos de Cultura em prol de marcos legais e da construção e desenvolvimento de políticas públicas de cultura com foco na sustentabilidade dos projetos.
Os representantes indicados pelo Ponto de Cultura para participarem III Fórum Nacional de Pontos de Cultura devem se inscrever aqui até o dia 25 de janeiro.
Luzia Alves de Toy Bade
Rede de Pontos de Cultura de Diadema
Comissão Paulista dos Pontos de Cultura
Fone: (11) 9224-5560
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Fonte: Grupo Rede Pontos de Cultura de Diadema
Feliz Natal e Bom Ano Novo para todos os nossos projetos em prol da cultura brasileira!
Abaixo um link para o calendário 2010 das festas populares da horadobrasil.net. Ainda vai ser completado, mas já disponibilizamos algumas informações importantes para facilitar o planejamento do ano vindouro.
Luiz Sombra
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Fonte: Grupo CulturaBrasil
O SESCSP está integrado ao esforço de auxílio às cidades atingidas pelas chuvas no estado de São Paulo, em particular São Luís do Paraitinga e Cunha.
Nesse sentido, estamos divulgando que poderão ser entregues doações nas unidades do SESC SP da Capital e Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba, Santos e Vale do Paraíba.
O SESC Pompeia montou em sua Área de Convivência, logo na primeira porta, um posto para recolhimento dos donativos, que serão enviados às comunidades necessitadas, por intermédio dos SESCs de São José dos Campos e Taubaté.
Abaixo seguem informações do tipo de doação que a população precisa.
Solidariedade Responsável
Produtos que estamos recebendo:
- Produtos de Limpeza (água sanitária, sabão em pó, detergente, vassouras, sacos de lixo, panos de chão, luvas grossas para limpeza e remoção de entulho etc)
- Produtos de higiene pessoal (shampoo, escovas e creme dental, sabonetes, papel higiênico, fraldas, absorventes íntimos etc)
- Cestas básicas e alimentos não perecíveis.
Os itens arrecadados serão distribuídos em articulação com os órgãos oficiais responsáveis.
contamos com a solidariedade de todos!
Natália Nolli Sasso
Núcleo de Artes Visuais e Multimeios
SESC Pompéia
3871 7760
O geógrafo Milton Santos, falecido em 2001, é um dos mais respeitados pensadores sobre o Brasil e os brasileiros. Assista a um trecho da última entrevista concedida por ele para o cineasta Silvio Tendler, onde o tema é a política racial brasileira:
Ache outros vídeos como este em Aruanda Mundi
Trecho do documentário Milton Santos, Pensador do Brasil, de Silvio Tendler
A comunidade Aruanda Mundi, criada pelo professor e historiador Salloma Sallomão Jovino da Silva e pela produtora cultural Baby Amorim, firmou-se nos últimos meses como um espaço de referência na internet para compartilhar/acessar informações sobre culturas negras.
Criada no início deste ano, recentemente contabilizou 150 mil acessos.
Vale a visita - e também tornar-se um habitante de Aruanda: www.aruandamundi.ning.com.
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Cara Renata, Paulo Dias e Equipe do Cachuera.
Gostaria de compartilhar com vocês algumas fotos que fizemos durante a gravação para o Projeto KWN-Panasonic.
Muito obrigada por nos receber, os alunos ficaram muito impressionados com o trabalho realizado por vocês.
Abraço.
Gisele Ottoboni
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Gisele e seus alunos do Colégio Bandeirantes visitaram a Associação Cachuera! no dia 8 de dezembro com a finalidade de produzir um vídeo para um concurso internacional da Panasonic, cujo tema é Música: uma linguagem universal. A escolha por conhecer o trabalho da Cachuera! foi dos alunos. Acesse as imagens:
Cachuera
31/12/1979
de Gi
Os praticantes e apreciadores da festa popular do Bumba Meu Boi têm agora mais um motivo para comemorar. O Governo Federal instituiu o dia 30 de junho como o Dia Nacional do Bumba Meu Boi por meio da Lei nº 12.103 de 1º de dezembro de 2009 , publicada no dia 02 de dezembro de 2009, no Diário Oficial da União. A Lei foi criada tendo como base o Projeto de Lei nº 133/2009 da Câmara Legislativa, de autoria do deputado federal Carlos Brandão (PSDB/MA).
O projeto recebeu parecer favorável do Ministério da Cultura, que considera a festa do Bumba Meu Boi uma importante manifestação da cultura popular, uma das mais difundidas variações dos vários folguedos de boi existentes no país. O parecer técnico destaca os inúmeros grupos culturais, e a enorme diversidade de estilos, ’sotaques’, sons e ritmos que constituem essa manifestação.
O Ministério da Cultura destaca ainda que a instituição de uma data comemorativa dessa relevante manifestação cultural certamente contribuirá para o reconhecimento e fortalecimento das culturas populares e da diversidade cultural brasileira, em congruência com as diretrizes da política cultural e com a Convenção da UNESCO sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão se encontra, atualmente, em processo de registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro.
Folguedos de boi pelo Brasil
Os Folguedos de boi se difundiram pelo Brasil, com amplo leque de variações. Sua inserção no calendário festivo é variada. Conforme a região e a modalidade do boi, o folguedo insere-se no ciclo natalino, junino ou mesmo carnavalesco, composto de dança, drama e música desenvolvidos em torno do artefato que representa o boi. Na ampla variedade de suas encenações, o tema da morte e ressurreição do boi emerge seja diretamente, seja de forma alusiva. Em torno desse episódio dramático, agregam-se variados personagens. Há bois que não revivem e cujos corpos são simbolicamente partilhados, e há casos em que ele não morre, simplesmente ‘foge’, desaparecendo no fim da festa para retornar no ano seguinte.
Os festejos de Boi acontecem anualmente, em vários estados brasileiros e em cada um recebe um nome, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é chamado Bumba Meu Boi, no Pará e Amazonas é Boi Bumbá ou Pavulagem; no Pernambuco é Boi Calemba ou Bumbá; no Ceará é Boi de Reis, Boi Surubim e Boi Zumbi; na Bahia é Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha de Ouro; no Paraná e em Santa Catarina, é Boi de Mourão ou Boi de Mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Cabo Frio e Macaé é Bumba ou Folguedo do Boi; no Espírito Santo é Boi de Reis; no Rio Grande do Sul é Bumba, Boizinho, ou Boi Mamão; e em São Paulo é Boi de Jacá e Dança do Boi.
O folguedo do Bumba Meu Boi acontece no Maranhão e em outras localidades nordestinas. No Maranhão, onde o folguedo permanece excepcionalmente amplo e vivaz, os numerosos e diferentes grupos distinguem-se por um conjunto de características que configuram “sotaques” próprios, segundo a denominação nativa. Reconhecem-se na atualidade, entre outros, os “sotaques” de zabumba, matraca, orquestra, pindaré, e costa de mão. Muitos grupos realizam apresentações ao longo de todo o ano, e a apresentação tradicional junina está inserida na vida de inúmeras comunidades e também no calendário turístico oficial do Maranhão.
Mais informações sobre os festejos de boi no Maranhão e no Brasil podem ser obtidas pelo link:
Tesauro do Folclore e da Cultura Popular: www.cnfcp.gov.br/tesauro/00002040.htm
Boletins da Comissão Maranhense de Folclore: cmfolclore.sites.uol.com.br/
(Heli Espíndola – Comunicação MinC – SID)

Granes Quilombo tem a honra de informar:
De Cremilson Silva,
O “Samba da Casa Amarela” é um projeto voltado para o resgate do samba de raiz através de rodas quinzenais do mais autêntico samba, onde será possível prestigiar sambistas que ajudaram construir a história deste ritmo legitimamente brasileiro. No dia 17/12 a partir das 18h essa roda receberá na sua estréia Tia Surica da Portela relembrando grandes sambas e também a presença ilustre de Selma Candeia (filha do grande Mestre Candeia).
Não percam!
Tradição e modernidade nas ingomas do Sudeste: Jongo e Candombe, de Paulo Dias.
Agenda
Dia 19/12, 21h . Grupo Beija Fulô lança o CD No Quintal da Nossa Casa, fechando a programação 2009 do Espaço Cachuera! – saiba mais.
Acesso facilitado à cultura afro do sudeste
Por Blog Acesso*
12.12.09
Mais de 20 anos de pesquisa de campo em 140 localidades brasileiras resultaram em um acervo de 900 horas de vídeo, 10.000 fotografias e 1.800 horas transcritas e indexadas de som digital, além de uma biblioteca com cerca de 3.700 títulos. Isso é parte do trabalho da Associação Cultural Cachuera!, voltada às tradições afrodescendentes do sudeste do Brasil. E tudo isso agora está mais fácil de conhecer. No último dia quatro, a entidade inaugurou seu novo site, ampliando o acesso a entrevistas, depoimentos, registros de música, dança, teatro e outras manifestações culturais.
Graças aos novos recursos do site, o internauta pode conferir, por exemplo, um especial multimídia sobre o jongo, ou caxambu, ritmo dançado pelos negros que trabalhavam nas plantações paulistas de café. O especial traz um trecho de um documentário em que uma neta de escravos conta como seus avós trouxeram o jongo de Portugal para o Brasil e como dançavam-no nas festas de São Pedro. Há também trechos de um livro sobre o tema, fotos de um encontro de jongueiros e o áudio de um “ponto” característico dessa manifestação.
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*O Blog Acesso informa sobre ações ligadas à democratização cultural. Confira a reportagem na íntegra em: http://www.blogacesso.com.br/?p=2009
Assista/ouça a música Maré Baixa, de Daniel Altman e Diego Casas, interpretada pelo Grupo Pitanga em Pé de Amora durante temporada no Espaço Cachuera!:
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O grupo A Barca criou um canal no YouTube para disponibilizar alguns documentários de seu acervo - o endereço é http://www.youtube.com/user/acervobarca.
Reproduzimos aqui o primeiro documentário disponível no canal: Brilho da Sociedade – Bumba Boi de Cururupu. Algumas informações sobre ele (extraídas da página do YouTube):
Documentário sobre o Bumba Boi Brilho da Sociedade, sotaque de costa-de-mão, de Cururupu, Maranhão, Brasil. Produzido pelo grupo A Barca e Olhar Imaginário. Dirigido por Edu Garcia. Fotografia de Olindo Estevam e Angelica Del Nery. Integra o DVD 7 Curtas da Coleção Turista Aprendiz.
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SELEÇÃO PÚBLICA DE PROJETOS DE DEBATES PRESENCIAIS
Inscrições até 17 de janeiro de 2010
O Programa CULTURA E PENSAMENTO lança editais para a viabilização de oito projetos de debates presenciais e a publicação de quatro projetos editoriais de periódicos impressos, a serem realizados ao longo de 2010. Os processos seletivos são abertos a propostas de intelectuais, pensadores da cultura, artistas, instituições e grupos culturais, pesquisadores, organizações da sociedade civil e outros agentes da sociedade.
Os projetos de debates presenciais deverão ser norteados por uma das linhas temáticas a seguir:
Biopolítica e tecnologias: padrões contemporâneos de emancipação, propriedade, poder e controle
Populações e territórios: o global, o nacional e o local no agenciamento de identidades e na diversificação da cultura
Lógicas e alternativas para as dinâmicas culturais no centro da economia e da sociedade
Encontros e interações das artes na cidade e na cultura contemporânea.
Veja o Regulamento e os Anexos
Inscrições online: Formulário
Informações:
[71] 3328 0829
editaldebates@culturaepensamento.net.br
Coordenação do Programa:
coordenacao@culturaepensamento.net.br
SELEÇÃO PÚBLICA DE PROJETOS DE REVISTAS CULTURAIS PARA PUBLICAÇÃO
O edital de apoio a revistas voltadas para a reflexão crítica sobre a produção artística e cultural brasileira contemporânea viabilizará quatro projetos editoriais, com o repasse de R$ 88 mil para a edição e a editoração eletrônica do conteúdo de seis números bimestrais de cada projeto. A impressão e a distribuição nacional de 10 mil exemplares destas edições serão financiadas pelo Programa Cultura e Pensamento.
Esta seleção tem por objetivo estimular a criação e a sustentabilidade de periódicos de cultura com abrangência nacional. As publicações deverão apresentar ao público as manifestações culturais contemporâneas de forma acessível, fomentando, ao mesmo tempo, o intercâmbio entre a produção e a reflexão sobre os campos artísticos.
Os projetos de periódicos, por sua vez, deverão ser voltados para o mapeamento, a apresentação e a reflexão sobre uma ou mais das seguintes áreas artísticas e culturais no Brasil:
Artes cênicas (teatro, dança, circo e outras modalidades);
Artes visuais (artes plásticas, fotografia, instalações, performances, videoarte, arte digital e outras modalidades);
Música (erudita, popular, operística, experimental e outras);
Audiovisual (cinema de ficção, documentário, rádio, televisão, animação e outros formatos);
Literatura (prosa, poesia, ensaios e outras modalidades);
Arquitetura e design (incluindo urbanismo, paisagismo e moda); e
Memória e patrimônio (histórico, artístico, arqueológico, etnológico, material e imaterial).
Veja o regulamento e os anexos
Inscrições online: Formulário
Informações:
[21] 3114-6744
editalrevistas@culturaepensamento.net.br
Coordenação do Programa:
coordenacao@culturaepensamento.net.br
Mais informações: www.culturaepensamento.net.br
OPINIÃO – Discriminação Racial no Brasil
Para a edição n. 455 do Informes ABONG – entrevista com Cida Bento, Doutora em Psicologia Social e Coordenadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), sobre discriminação racial no Brasil.
Fonte: Associação Brasileira de ONGs (Abong) – www.abong.org.br









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